Angola: Conselho Nacional de Carregadores lidera detenções ligadas à corrupção | Angola | DW | 01.10.2018
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Angola

Angola: Conselho Nacional de Carregadores lidera detenções ligadas à corrupção

Conselho Nacional de Carregadores, instituo público afeto ao Ministério dos Transportes parece liderar o número de detenções de pessoas que terão desviado dinheiro do Estado.

O Conselho Nacional de Carregadores (CNC) é um Instituto Publico do Ministério dos Transportes, que coordena e controla as operações de comércio e transporte marítimo internacionais.

Na chamada "cruzada contra a corrupção", decretada pelo Presidente da República, João Lourenço, a instituição parece ter o maior número de implicados já detidos em atos de corrupção até a data presente.

Com ligações a este caso já foram detidos Augusto Tomás ex-ministro dos Transportes, Manuel António Paulo, diretor-geral do Conselho Nacional de Carregadores e Isabel Cristina Gustavo Ferreira de Ceita Bragança, diretora-geral adjunta para a área de Administração e Finanças.

Também Ismael Diogo presidente da Fundação Eduardo dos Santos (FESA), está detido. A Procuradoria-geral da República justifica a detenção pelo facto de se "furtar, reiteradas vezes, em comparecer no Departamento Nacional de Investigação e Ação Penal (DNIAP)" para prestar declarações.

Relação de promiscuidade

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Angola: Conselho Nacional de Carregadores lidera detenções ligadas à corrupção

Ilídio Manuel diz que as investigações da Procuradoria Geral da República devem ir para além do CNC.

"O facto de o presidente da FESA ser arrolado neste processo implica que há uma relação de promiscuidade. O presidente da FESA também esteve ligado ao Santos FC (equipa de futebol) e todas as instituições que estivessem direta ou indiretamente ligadas a esta situação deveriam ser alvo de investigação".

Questionado sobre se há também outras instituições públicas em que o erário público foi supostamente delapidado, à semelhança do que ocorreu no Conselho Nacional de Carregadores, Ilídio Manuel diz não ter dúvidas."Aliás, a dilapidação dos recursos financeiros foi de tal sorte que ainda não se avaliou corretamente em quanto é que o Estado foi prejudicado".

Caça às bruxas?

Alguns analistas angolanos como João Paulo Ganga falam em "caça às bruxas". O sociólogo diz que as detenções de ex-governantes têm um único objetivo: "deter o antigo chefe de Estado José Eduardo dos Santos". Mas, o jornalista Ilídio Manuel não pensa assim.

"Eu não acho que existe uma caça às bruxas, mas meras coincidências. Não deixa de ser curioso que algumas das figuras que estão a ser detidas eram figuras que faziam parte do executivo de José Eduardo dos Santo, mas foram reconduzidas pelo novo executivo e isso quer dizer que elas mereceram a confiança do titular do novo executivo".

 

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