Angola: CNE confia na Indra para as eleições | Angola | DW | 11.02.2022

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Angola

Angola: CNE confia na Indra para as eleições

A Comissão Nacional Eleitoral de Angola rejeita que a escolha da espanhola Indra para apoiar as eleições gerais comprometa a lisura do ato. Oposição desconfia da empresa.

De acordo com o porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Lucas Quilundo, 10 empresas adquiriram o caderno de encargos relativo à solução tecnológica, mas apenas duas apresentaram propostas, tendo sido excluída a da SmartMatic, por ter sido entregue num envelope com identificação da empresa, violando as regras do concurso.

"A proposta deve ser colocada num envelope opaco para que não se tenha a menor ideia de quem seja o proponente e não deve ter elementos de identificação do concorrente", princípio que, segundo disse o porta-voz da CNE, não terá sido respeitado pela SmartMatic.

"Como o objetivo numa competição é apurar um vencedor naturalmente que a proposta restante era esta [Indra] que foi objeto de avaliação e adjudicação para celebração de contrato", afirmou.

CNE quer que processo "decorra com lisura"

O porta-voz falava esta sexta-feira (11.02) em conferência de imprensa, após a 2.ª reunião extraordinária do órgão, onde foram apresentados os resultados dos concursos públicos lançados no final de 2021, relativos ao transporte da logística eleitoral direta e inversa e para aquisição dos serviços de solução tecnológica e logística eleitoral, com vista à realização das eleições gerais em agosto de 2022.

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Questionado sobre a reputação da Indra, cuja idoneidade tem sido posta em causa pela oposição angolana, que relaciona a empresa com fraudes eleitorais, o responsável da CNE adiantou que "essas questões são alheias à CNE" e marginais ao concurso, já que, formalmente "não tem conhecimento de qualquer impedimento legal que pudesse pôr em causa o direito desta empresa se apresentar a concurso".

"Não é do interesse da Comissão Nacional Eleitoral nem de ninguém que o processo seja ensombrado de qualquer maneira, mas temos de nos ater aos factos, a CNE lança um concurso e apresentam-se dois concorrentes, um é eliminado, é assim em qualquer competição, ainda que tivesse havido mais concorrentes só um sobraria e prevaleceu a Indra", reiterou, considerando que, quanto às questões reputacionais, compete à Indra vir em sua defesa.

"Não compete à CNE fazer avaliações subjetivas em relação aos concorrentes [...] é do interesse que o processo eleitoral decorra com a máxima lisura e é isso que a CNE está a fazer, é esse o compromisso que tem", vincou, sublinhando que foram seguidos os critérios do concurso.

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