Ameaça de fome em Manica | Moçambique | DW | 26.02.2020
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Moçambique

Ameaça de fome em Manica

Fortes precipitações ou falta de chuva ameaçam com fome as populações da província de Manica, no centro de Moçambique. As autoridades pedem aos camponeses para não baixarem os braços e prometem ajudar.

Mais de três mil pessoas estão em risco de fome na província de Manica, segundo o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC). Por um lado, a culpa é das chuvas fortes que têm caído este mês e devastaram plantações nos distritos de Mossurize, Sussundenga e Tambara. No distrito de Machaze, o cenário é completamente diferente: quase não chove desde o final do ano passado, e esta é uma época crucial para a produção agrícola.

Pita Muthisse, um camponês do distrito de Machaze, confirma que este ano "há muita fome".

Para já, só lhe resta aguardar pelas chuvas: "Para ver se as culturas lançadas podem reflorescer. Mas não sabemos se isso poderá acontecer". Uma medida tomada por este camponês é usar novas variedades de sementes "para ver se conseguimos alguma coisa", disse à DW África.

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Ameaça de fome em Manica

Sementes mais resistentes às intempéries

Telma Vilanculos, técnica distrital do setor agrícola, tem incentivado os camponeses a usarem sementes melhoradas para suprir a produção queimada pela seca ou engolida pelas chuvas.

"Estamos a ensinar os produtores a usar as sementes melhoradas, pois é de um curto ciclo e pode ajudar-nos. Daqui a três meses poderemos colher. Esta variedade também é tolerante à seca", afirma.

As famílias afetadas estão a recorrer à ajuda do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, que providenciou arroz, feijão, cereais, óleo alimentar e sementes.

Cremildo Quembo, porta-voz do INGC em Manica, diz que o governo da província alocou também bens não-alimentares e encomendou sementes para os camponeses que viram as suas colheitas destruídas, de modo a que não passem fome: "Os bens foram alocados aos distritos de Gondola, Mossurize, Tambara, Sussundenga e Machaze", disse.

A governadora de Manica, Francisca Domingos Tomás, apela à população para não baixar os braços e lançar as sementes, para combater a fome. "A nossa província tem condições climatéricas próprias para nós podermos produzir", garante Tomás.

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