Alemanha reforça confinamento e restrições contra ″nova pandemia″ | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 23.03.2021

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Internacional

Alemanha reforça confinamento e restrições contra "nova pandemia"

No final de uma longa reunião com os líderes dos vários estados, a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou medidas de confinamento mais rigorosas para conter o acentuado aumento de casos de Covid-19 nos últimos dias.

Segundo a chanceler, a Alemanha está a atravessar uma "nova pandemia" por causa da propagação das novas variantes de Covid-19, que é "claramente mais letal".

"Temos um novo vírus muito mais letal, muito mais infeccioso e contagioso durante muito mais tempo", disse Angela Merkel numa conferência de imprensa na madrugada desta terça-feira (23.03), em Berlim, para anunciar medidas de confinamento mais rigorosas. 

O lockdown, que estava planeado até 28 de março, foi prolongado até 18 de abril. A maior parte das lojas vai ficar fechada e as cerimónias religiosas serão anuladas durante o fim de semana da Páscoa, de 1 a 5 de abril.

Também são proibidas no mesmo período concentrações de pessoas, como na restauração ao ar livre. Apenas as lojas de alimentos poderão permanecer abertas no dia 3 de abril. Os serviços religiosos só podem ser realizados através da internet.

Por outro lado, várias restrições em vigor desde o fim do ano passado, como limitações de reuniões privadas, encerramento de equipamentos culturais e de lazer, vão ser prolongadas até 18 de abril, acrescentou. 

Situação "muito grave"

"Enfrentamos uma situação muito grave", advertiu Angela Merkel no final da reunião de cerca de 12 horas com os governadores dos 16 estados alemães.

"O número de casos aumenta de maneira exponencial e as camas nos cuidados intensivos estão novamente cheias", frisou a chanceler alemã.

Deutschland | Nach Beratungen von Bund und Ländern | Bundeskanzlerin Angela Merkel | Pressekonferenz

Angela Merkel: "Enfrentamos uma situação muito grave"

Por isso, o dispositivo de "travagem de emergência" negociado no início de março e que prevê o regresso das restrições, levantadas no início do mês quando a taxa de incidência ultrapassa os 100 por 100 mil pessoas em sete dias, vai ser acionado.

A possibilidade de um recolher obrigatório local foi afastada, tal como o encerramento de escolas. As aulas já tinham sido interrompidas entre dezembro e fevereiro e muitos alunos ainda não regressaram à escola ou só tem aulas um dia em cada dois.

Viajantes obrigados a fazer testes

A Alemanha obrigará todos os viajantes a fazerem um teste PCR à chegada ao país de qualquer parte do mundo, mesmo que não seja considerada uma área de risco, foi ainda decidido esta segunda-feira.

A decisão está relacionada com a polémica em torno do feriado da Semana Santa em Maiorca, Espanha, cuja procura disparou depois de as autoridades alemãs retirarem as Ilhas Baleares da lista de áreas de risco. Tinha sido eliminada a necessidade de apresentar um teste negativo e respeitar quarentena.

A nova determinação estabelece uma "obrigação geral" de fazer um teste para entrar no país, uma medida que substitui o sistema anterior, no qual apenas as áreas de risco -implicava a necessidade de um teste e de quarentena.

"Desestimulamos todas as viagens ao exterior, em geral todas as viagens que não forem estritamente necessárias", declarou Angela Merkel, acrescentando que o governo alemão entrou em contacto com as companhias aéreas do país para que todos os viajantes que regressem à Alemanha após os feriados de Páscoa, independentemente do local de partida, sejam testados antes do voo.

Merkel reconheceu que em Maiorca há acomodações turísticas abertas, ao contrário da Alemanha, embora tenha notado que o governo das Ilhas Baleares acaba de alterar as restrições e poderá fazer isso novamente nos próximos dias.

A situação causou grande polémica em Espanha, onde a maior parte da população não poderá deixar a sua comunidade autónoma na Semana Santa devido às restrições da pandemia, mas também na Alemanha, onde o turismo doméstico está atualmente proibido.

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Terceira onda da Covid-19 desafia o Governo da Alemanha

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