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Alemanha apoia garimpeiros em Moçambique

21 de junho de 2017

Em Moçambique, garimpeiros tomaram conta da atividade mineira, principalmente de ouro. Trabalhando por conta própria, arriscam a vida e a saúde. A Alemanha propõe a Moçambique uma forma de minimizar os riscos.

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Kinderarbeit in Goldminen in Tansania
Foto: HRW/Justin Purefoy

As autoridades moçambicanas não controlam a atividade mineira do setor artesanal. Muitos garimpeiros das regiões onde é feita a prospeção de ouro, nomeadamente em Manica e Tete, no centro, e em Niassa e Cabo Delgado, no norte, morrem soterrados devido à falta de segurança.

Para resolver este problema, uma entidade do Estado alemão sugere que os recursos minerais sejam explorados juntamente com os garimpeiros. Max Winchenbach, diretor de projeto do Instituto Federal de Geociências e Recursos Naturais (BGR, na sigla em alemão), explica que o país pode ter maiores rendimentos se transformar os garimpeiros em trabalhadores das empresas mineiras: "As populações vão ganhar com isso. Elas têm mais capacidades, mais conhecimentos sobre a área." O instituto alemão desenvolveu um projeto com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique (MIREM), a qual apresentou um conjunto de ferramentas para a "viabilidade económica de recursos naturais."

Dar emprego aos garimpeiros

Mosambik Maputo - Der deutsche Unternehmer Max Winchenbach mit mosambikanischen Goldgräber
Max Winchenbach apresenta um projto alemão de apoio aos garimpeirosFoto: DW/R. da Silva

O Governo moçambicano, as empresas e os garimpeiros devem coordenar esforços para viabilizar a exploração dos recursos, defende Max Winchenbach, que salienta que o Governo moçambicano precisa ter maior presença reguladora. "O Estado moçambicano não tem muita influência sobre todas as áreas de mineração. "É uma situação que convém a muitas empresas que não informam devidamente o Governo sobre as suas atividades", diz o especialista.

É por isso que o BGR desenvolveu um projeto com o MIREM para criar modalidades para o trabalho com os garimpeiros: "Neste momento trabalhamos com um agente do MIREM e as direções provinciais. Estes por sua vez trabalham diretamente com a população em Manica, Tete e Cabo Delgado. É uma atividade planificada entre nós e o Governo e já temos orçamento para esse sentido." 

empresario alemao e garimepiros - MP3-Stereo

Atividades alternativas

O representante em Moçambique da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial Jaime Comiche concorda que é preciso transformar os garimpeiros em trabalhadores dignos. Comiche admite que o garimpo é a única fonte de subsistência de muitas pessoas, mas os riscos são imensos. Por isso os garimpeiros precisam de apoio: "Temos a parte da comunicação e educação e temos a parte da técnica de mitigar e reduzir o risco. Mas temos que olhar também para a parte de gradualmente retirar no bom sentido as pessoas desta atividade de garimpo, dando-lhes atividades alternativas que sejam mais dignificantes e que permitam melhorias das condições de vida."

O empresário moçambicano Mubarak Razak reconhece que o setor está a ser dominado por garimpeiros e, por isso, é preciso alterar este quadro: "Sabem que a indústria neste momento está moribunda. Mas contamos que com a descoberta de recursos naturais e com a implementação de políticas do setor industrial consigamos dar um input para alavancar o setor, que muito precisa porque é o que mais emprego dá depois da agricultura".

 

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