Adama Barrow regressa à Gâmbia | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 26.01.2017
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Internacional

Adama Barrow regressa à Gâmbia

O novo presidente da Gâmbia, Adama Barrow, chegou ao país, uma semana depois de ter prestado juramento numa embaixada no vizinho Senegal do novo Governo gambiano.

O novo Presidente da Gâmbia Adama Barrow chegou ao fim da tarde desta quinta-feira (26.01) ao seu país, uma semana depois da tomada de posse em Dacar e após cinco dias da partida para o exílio na Guiné Equatorial de Yahya Jammeh, o epílogo de uma crise que durou seis semanas.

Adama Barrow, que recebeu no aeroporto da capital senegalesa os cumprimentos de despedida do Presidente senegalês, Macky Sall, e do seu primeiro-ministro Mahammad Boun, Abdallah Dionne, viajou a bordo de um avião militar com o emblema da CEDEAO.

Na sua viagem para Banjul, capital gambiana, Barrow foi acompanhado do enviado especial da ONU para a África Ocidental e Sahel, Mohamed Ibn Chambas, que informou o Conselho de Segurança da situação, numa sessão à porta fechada.

Mohamed Ibn Chambas (picture alliance/AA)

Mohamed Ibn Chambas

Antes da sua partida, Chambas, em conferência de imprensa na capital senegalesa, reafirmou o apoio da comunidade internacional ao Presidente gambiano, Adama Barrow. Segundo ele, se a crise gambiana terminou com o regresso do chefe de Estado ao seu país, foi graças à chamada "diplomacia preventiva".

"Trata-se da diplomacia preventiva que foi possível o seu exercício graças a uma mobilização dos atores regionais em perfeita coordenação com a comunidade internacional e no estrito respeito da Constituição gambiana e dos princípios do direito internacional. Como é evidente, este sucesso da diplomacia preventiva deve ser consolidado através de uma transição pacífica, segura e ordenada”.

Gambianos refugiados nos países vizinhos regressam

Alguns gambianos refugiados em Dacar começaram também a regressar ao país de origem enquanto outros seguirão o exemplo nas próximas horas, porque querem acompanhar o novo Presidente Adama Barrow na sua missão.

Senegal Unterstützer des gambischen neugewählten Präsident Adama Barrow in Dakar (Reuters/T. Gouegnon)

Gambianos refugiados no Senegal

Para Sona Sakho, "griot", o momento é de alegria e alívio. "Estamos contentes pela forma como foi resolvida esta situação. Todos os gambianos dentro e fora do país estão felizes porque já estávamos cansados com a situação”.

Aladji Sow considera este momento da história gambiana como um vento que sopra no país.

"Hoje todos os gambianos estão livres e vivem momentos inesquecíveis de paz interna. Estamos prontos a trabalhar visando reconstruir o país com o novo Presidente".

Lena Seck confirma a mudança que se verifica no seu país."A Gâmbia de ontem está diferente do país que temos agora. Não podíamos comer, beber e nem dormir, precisamente por causa do medo que a população sentia face à incerteza do futuro. Creio que reencontramos o que tínhamos perdido, a paz.”

Desafios aguardam o novo Presidente

Observadores notam que serão imensos os desafios que o novo Presidente da Gâmbia tem pela frente, a começar pela instalação de uma administração totalmente renovada.

Senegal Soldaten ziehen über die Grenze mit Gambia (picture alliance/AP Photo/S. Cherkaoui)

Militares da CEDEAO em Banjul - Gâmbia

Por outro lado, apesar da partida para o exílio de Yahya Jammeh, o novo chefe de Estado solicitou a continuação da operação militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), para manter a segurança no país enquanto não houver um controle efetivo  dos serviços de segurança e do território.

Sobre a missão da CEDEAO na Gâmbia, a Misega, Marcel Alain de Souza, presidente da Comissão da organização regional disse aos microfones da DW África que "o senhor Barrow pediu que as forças permaneçam no país seis meses, mas já negámos esta solicitação. É muito tempo. De qualquer das maneiras, teremos que reduzir o número desses militares e logo que o trabalho esteja concluído, iremos definir o número mínimo a ser mantido na Gâmbia por algum tempo antes de serem iniciadas as reformas. A primeira reforma será a nível da defesa e segurança, principalmente porque Jammeh só contava com homens da sua região na polícia e no exército. Eles não podem ser fiéis a Adama Barrow", concluiu.

Nigeria Ecowas-Treffen (Getty Images/AFP/P.-U. Ekpei)

Marcel Alain de Souza (centro)

Recorde-se que a CEDEAO prevê mobilizar até sete mil militares para esta missão na Gâmbia. Até o momento a missão conta com quatro mil homens, nomeadamente do Senegal e da Nigéria.

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