Último debate entre Trump e Biden tem tom ″mais moderado″ | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 23.10.2020

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Internacional

Último debate entre Trump e Biden tem tom "mais moderado"

Trump e Biden estiveram frente à frente pela última vez num debate televisivo nesta quinta-feira. Ao contrário do encontro em setembro, os candidatos foram mais comedidos, mas ainda assim trocaram acusações.

O republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden enfrentaram-se pela última vez na noite desta quinta-feira (22.10), antes das eleições presidenciais de 3 novembro nos Estados Unidos.

Num debate bem mais civilizado que o primeiro, em setembro,os dois candidatos responderam a questões sobre o combate à pandemia de Covid-19, a segurança nacional, a migração e o racismo.

O encontro televisionado em Nashville, no estado do Tennessee, representou uma das últimas oportunidades para os candidatos apresentarem as suas propostas numa campanha realizada em plena pandemia que matou mais de 220 mil pessoas nos Estados Unidos e abalou fortemente a economia do país.

Pandemia e eleições

O candidato democrata Joe Biden reiterou ataques à forma como o Presidente Donald Trump está a lidar com a pandemia de Covid-19. "Duzentos e vinte mil norte-americanos mortos. Quem é responsável por não assumir o controlo, quem é responsável por tantas mortes, não deve permanecer como Presidente dos Estados Unidos da América”, disse o democrata.

Por seu turno, Donald Trump, que foi muito mais contido do que no primeiro debate em setembro, defendeu a sua abordagem para conter a pandemia e afirmou que o pior já passou, destacando que a taxa de mortalidade da Covid-19 está a cair nos Estados Unidos.

USA | Nashville | Präsidentschaftswahlen TV Debatte Trump Biden

Biden criticou resposta do Governo Trump à pandemia

"Fiquei internado por um curto período e melhorei muito rápido. Do contrário não estaria aqui esta noite. E, agora, dizem que eu sou imune. Sejam quatro meses ou uma vida inteira, ninguém pode dizer isso, mas eu estou imune. Cada vez mais pessoas estão a melhorar. Este é um problema mundial, mas tenho sido parabenizado pelo chefe de muitos países pelo que temos sido capazes de fazer (...). A pandemia vai passar e, como eu disse, a fazer a curva.”

Pesquisas de opinião mostram que a maioria dos norte-americanos desaprova a resposta do Presidente republicano à pandemia. E vários estados do país, incluindo Ohio, que é um dos estados decisivos nas eleições, relataram aumentos recordes de infeções de Covid-19 num único na quinta-feira.

Segurança nacional e corrupção

O tema da segurança nacional foi dominado pela suposta interferência estrangeira nas eleições norte-americanas. Na última quarta-feira, o serviço de informação dos Estados Unidos disse que o Irão e a Rússia obtiveram informações dos eleitores e que estão a tentar interferir no escrutínio de 3 de novembro.

A questão está a ser investigada pelo FBI, mas tanto o Irão quanto à Rússia rejeitaram as acusações. Joe Biden disse que se for eleito, não vai tolerar interferências.

"Está extremamente claro que a Rússia está envolvida nestas eleições. A China está envolvida em algum grau. E agora descobrimos que o Irão está envolvido. Eles pagarão um preço, se eu for eleito. Estão a interferir na soberania norte-americana".

O debate também abordou supostas relações económicas dos dois candidatos no exterior. Trump acusou Biden e o seu filho, Hunter Biden, de enriquecerem com negócios duvidosos na China enquanto o candidato democrata estava no cargo de vice-Presidente.

USA | Nashville | Präsidentschaftswahlen TV Debatte Trump Biden

Trump insinuou que parentes de Biden enriqueceram quando democrata foi vice-Presidente

"Ele é vice-Presidente dos Estados Unidos e o seu filho, o seu irmão e seu outro irmão estão a ficar ricos. Eles são como um aspirador de pó, sugam dinheiro em todos os lugares", disse Trump. No entanto, o candidato democrata respondeu que nunca recebeu "um centavo” de fontes estrangeiras.

Contra interrupções

O primeiro debate entre Trump e Biden ocorreu a 29 de setembro ficou marcado pela troca de insultos e muitas interrupções. Um segundo debate planeado para 15 de outubro foi cancelado depois que Donald Trump recusou-se a participar num debate virtual após ter recuperado da Covid-19.

No debate desta quinta-feira, a moderadora Kristen Welker, correspondente da estação NBC na Casa Branca, estava com um botão para cortar o microfone do candidato que tentasse interromper as declarações do adversário.

Embora Donald Trump esteja atrás do ex-vice-Presidente Joe Biden de maneira significativa nas pesquisas nacionais, a disputa é muito mais acirrada em alguns estados onde a eleição provavelmente será decidida.

Entretanto, poucos eleitores ainda precisam se decidir. Devido sobretudo à pandemia, cerca de 47 milhões de norte-americanos já votaram pelo correio ou pessoalmente. Esse número representa mais de 30% da taxa de participação registada nas presidenciais de 2016, segundo a organização independente Election Project.

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