Ébola: ″As fronteiras angolanas são vulneráveis″ | Angola | DW | 07.08.2019
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Angola

Ébola: "As fronteiras angolanas são vulneráveis"

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou Angola para a necessidade de dar resposta a possíveis casos de ébola nas fronteiras com a República Democrática do Congo. Governo angolano já prometeu reforçar a segurança.

Controlo na fronteira entre o Congo e o Ruanda

Controlo na fronteira entre o Congo e o Ruanda

Na República Democrática do Congo (RDC), o ébola já fez mais de 1500 mortos e a cada dia há registo de 12 novos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que já declarou o estado de emergência internacional .

A OMS também alertou Angola para se precaver sobre possíveis casos de ébola nas fronteiras. O país partilha uma vasta zona fronteiriça com a RDC nas províncias do Zaire, Moxico, Lunda Norte e Luanda Sul.  

Assistir ao vídeo 02:31

Saúde em África: Como se pode proteger do ébola

O ativista Jeremias Benedito, da associação Lauleno, com sede no Moxico, leste de Angola, espera que se reforçem as medidas de segurança nas fronteiras para evitar que a doença chegue ao país.  

"As fronteiras angolanas são vulneráveis porque não existem medidas de contenção, segurança, não há postos de saúde ou de prevenção nestas fronteiras. Daí que é enorme o risco de se registarem casos de ébola em Angola", diz.

Angola vai reforçar segurança nas fronteiras

Hernando Agudelo, representante da OMS em Angola, reconhece que existe um Plano Nacional de Contingente do Governo angolano para fazer face a eventuais casos de doença no país.   

A ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutukuta, já prometeu reforçar a segurança nas fronteiras. "Vamos revisitar estas áreas num trabalho conjunto com o Ministério do Interior para aferir se as nossas condições estão em prontidão. Há um alerta internacional, o sctor da saúde também está enquadrado nesta alerta e as nossas autoridades sanitárias sabem o que se está a passar e vamos trabalhar", declarou a governante.

Para além de reforçar a segurança nas fronteiras, é necessário criar um plano de sensibilização das populações sobre as formas de prevenção e de contágio da doença, sobretudo no leste e no norte de Angola, sugere o ativista Jeremias Benedito.    

"Acho que deveria reforçar-se a segurança nas fronteiras e fazer-se um trabalho de sensibilizar os populares para que saibamos como nos defendermos do ébola e quais são as medidas que o governo provincial deve adoptar", defende.

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