África do Sul: Revolta contra publicidade que avalia cabelo de negros como ″seco e danificado″ | NOTÍCIAS | DW | 07.09.2020
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NOTÍCIAS

África do Sul: Revolta contra publicidade que avalia cabelo de negros como "seco e danificado"

O partido de esquerda radical, o EFF, terceiro maior da oposição, vandalizou hoje mais de 30 farmácias em cinco províncias sul-africanas devido a uma controversa publicidade que qualifica negativamente a carapinha.

Südafrika Johannesburg Wahlen EFF Protest Gauteng 9.5. (picture alliance/AP Photo)

Imagem ilustrativa

Em Joanesburgo, a polícia disparou, nesta segunda-feira (07.09), balas de borracha contra os "boinas vermelhas" liderados pelo líder Julius Malema e o seu vice-presidente Floyd Shivambu, que ocuparam vários centros comerciais na capital sul-africana vestindo camisetes da campanha antiracismo 'Black Lives Matter', reportou a televisão sul-africana. 

Em Alberton, leste de Joanesburgo, os membros do Economic Freedom Fighters (EFF), terceiro maior partido da oposição, incendiaram uma loja num centro comercial enquanto que um outro, no município de Emalahleni, província de Mpumalanga, foi atacado com dispositivos incendiários de fabrico caseiro, segundo a imprensa.

 Há também notícias de distúrbios por membros do EFF na cidade de Witbank, junto à fronteira com Moçambique. 

 A empresa indicou em comunicado que há protestos em 37 lojas da rede Clicks em todo o país, sendo que sete ficaram destruídas, nas províncias do Kwazulu-Natal, Gauteng, Western Cape, Mpumalanga e Limpopo.

 A "Clicks condena veementemente a violência de qualquer tipo ou intimidação de funcionários e seus clientes", referiu hoje o grupo retalhista, acrescentando que vai avançar para a Justiça "contra os perpetradores e aqueles que procuram incitar a violência ou prejudicar nossos clientes e as nossas lojas".

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Cabelo de negros é "seco e danificado"?

O EFF exige o encerramento total das operações do grupo retalhista Clicks, que acusa de descrever o cabelo de duas mulheres negras como sendo "seco e danificado" e "crespo e opaco", enquanto que o cabelo das mulheres brancas foi rotulado como "cabelo fino e liso" e "cabelo normal", refere o partido.

"Não existe qualquer forma de ordem judicial ou intimidação que nos impeça de protestar contra o racismo", declarou um dirigente do EFF, organização política de Julius Malema que defende a supremacia negra e a 'descolonização' económico-social do país.

O ex-líder do principal partido de oposição Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês), Mmusi Maimane, apelou na rede social Twitter que "os sul-africanos repensem como resolver conflitos e construir a África do Sul que todos merecemos" face aos protestos.

A antiga Procuradora-Geral da República Thuli Madonsela veio também a público afirmar nas redes sociais que "a anarquia e a violência minam a causa da luta contra a injustiça".

O partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), onde Julius Malema iniciou o seu percurso político como líder da Liga da Juventude do ANC (2008-20012), não se pronunciou.

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