África do Sul: Cerca de 150 escolas vandalizadas e 330 mortos | NOTÍCIAS | DW | 24.07.2021

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

NOTÍCIAS

África do Sul: Cerca de 150 escolas vandalizadas e 330 mortos

Cerca de 150 escolas foram vandalizadas durante a recente onda de violência e explosões que abalaram a África do Sul, referiram hoje (24.07) as autoridades do país, que reviram o número de mortos de 337 para 330.

Südafrika , Durban | Plünderungen nahe eines brennenden Warenhauses

Violência e vandalismos marcaram a África do Sul nas últimas semanas, após a prisão de Jacob Zuma.

Os protestos recentes na África do Sul, marcados pela onda de violência que começou após a detenção do ex-Presidente Jacob Zuma, deixaram muitos "centros e instituições educativas vandalizados e saqueados", disse a ministra da Educação Básica da África do Sul, Angie Motshekga, durante uma conferência de imprensa, citada pela agência de notícias espanhola EFE.

A governante explicou que 137 colégios sofreram danos relacionados com os incidentes na província de KwaZulu-Natal (este) e 11 em Gauteng (onde ficam Joanesburgo e Pretória), província que já sofreu a vandalização de um total de 43 escolas, desde o início do ano.

Prejuízos

Segundo Motshekga, o custo total estimado dos danos ao sistema educacional, causados durante os distúrbios nas duas províncias, ascende a 300 milhões de rands (mais de 17 milhões de euros).

Durante os distúrbios, foram destruídos, nas escolas, balneários, instalações hidráulicas, sistemas de abastecimento de água, instalações elétricas e vedações.

Foram igualmente saqueados computadores e equipamentos de cozinha, enquanto salas de aula e edifícios administrativos foram incendiados.

Südafrika | Unruhen in Durban

Onda de violência e vandalismos marcam a África do Sul.

"Isto não tem precedentes e, como setor da educação, estamos preocupados com a destruição de infraestruturas tão necessárias. É um sério revés para um setor que já está sob pressão para proporcionar instalações adequadas para o sistema educacional", lamentou Motshekga.

Apesar de tudo, a ministra espera que os centros educativos vandalizados possam reabrir, à semelhança do resto das escolas, na segunda-feira, 26 de julho.

Perda de vacinas contra a Covid-19

Os distúrbios também provocaram a perda de 47.500 doses de vacinas contra a Covid-19, na sequência do saque de mais de 120 farmácias nas províncias de KwaZulu-Natal e de Gauteng, 71 das quais funcionavam como pontos de vacinação.

Quanto ao número de mortos, foi revisto em baixo, de 337 para 330.

"O número de mortes é revisto quando há confirmação de que estão relacionadas com os incidentes ou quando os feridos sucumbem aos ferimentos", explicou o ministro em exercício da Presidência da África do Sul, Khumbudzo Ntshavheni, em conferência de imprensa.

A onda de violência começou após a detenção do ex-Presidente Jacob Zuma, de 79 anos, ex-presidente do ANC, preso desde 07 de julho no Centro Correcional de Estcourt, a cerca de 150 quilómetros da sua residência, em Nkandla, área rural do KwaZulu-Natal, por desrespeito ao Tribunal Constitucional.

Áudios e vídeos relacionados