1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Especiais

Eleições em Moçambique de 2009

No dia 28 de outubro de 2009 os moçambicanos elegeram um novo Presidente, os deputados da Assembleia Nacional e – pela primeira vez – os deputados das Assembleias Provinciais. A campanha estava marcada pela exclusão de vários partidos e por actos de violência.

Os resultados - Guebuza e a FRELIMO têm mais de dois terços dos votos

Os resultados finais das presidenciais:

Armando Guebuza (FRELIMO) - 75,2 %

Afonso Dhlakama (RENAMO) - 16,3 %

Daviz Simango (MDM) - 8,6 %


Nas legislativas:

FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) - 74,7 % - 191 assentos

RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana) - 17,7 % - 51 assentos

MDM (Movimento Democrático de Moçambique) - 3,9 % - 8 assentos


Fonte: http://www.cip.org.mz/election2009/pt/

No entanto, o Centro de Integridade Pública (CIP) apontou uma série de irregularidades como o enchimento de urnas e a invalidação indevida de votos para a oposição em muitas assembleias de voto.

O MDM sem chances nas eleições legislativas

Moçambique estava em ebulição desde o anúncio da exclusão de vários partidos, entre eles o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), de 9 dos 13 círculos eleitorais pela Comissão Nacional de Eleições (CNE). A decisão foi criticada pelos próprios partidos e também pelos representantes dos doadores internacionais, como os embaixadores da União Europeia.

A CNE alegou que a candidatura do MDM continha irregularidades, como a falta de documentos. Por outro lado, a CNE não notificou os partidos para entregarem os documentos em falta ou para substituírem os candidatos em questão, como está previsto na lei eleitoral moçambicana.

Excluído de 9 dos 13 círculos eleitorais, a nova terceira força do país viu suas chances muito reduzidas. O MDM apenas apresentou candidatos em Maputo-Cidade, Inhambane, Niassa e Sofala. Nestes quatro círculos se elegem somente 67 dos 250 deputados nas eleições para a Assembleia Nacional. Porém, nas eleições presidenciais o candidato do MDM e seu fundador, Daviz Simango, actualmente Presidente do Município da Beira, concorreu em todos os círculos eleitorais.

Violência e vandalismo marcaram a campanha

Mal a campanha eleitoral havia começado, no dia 13 de Setembro, e já se verificaram actos de vandalismo entre os diferentes partidos. Adeptos dos vários partidos se envolveram em escaramuças, destruição de sedes de partido e brigas que causaram vários feridos.

A participação nas eleições, caiu dramaticamente nos últimos anos: em 1995, nas primeiras eleições livres, 88% dos eleitores foram às urnas. Em 1999 votaram 68% e em 2004, apenas 36% – ou seja, quase dois terços não exerceram o seu direito de voto. Em 2009, a afluência ficou em aproximadamente 45%.

Saiba mais com as matérias e entrevistas da DW África.

Leia mais

Links externos

Áudios e vídeos relacionados