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Brasil

Deutsche Welle protesta por agressão policial a correspondente no Rio

Em carta à Embaixada do Brasil em Berlim, diretor-geral da DW, Peter Limbourg, manifesta repúdio à violência da polícia contra repórter alemão durante protesto. Embaixadora diz que caso terá apuração rigorosa.

O diretor-geral da Deutsche Welle, Peter Limbourg, enviou uma carta à Embaixada do Brasil em Berlim repudiando a violência policial contra o correspondente da emissora no Rio de Janeiro, durante o protesto de quinta-feira (06/02) na cidade.

O jornalista alemão Philipp Barth cobria o protesto contra o aumento do preço da passagem de ônibus no Rio. A manifestação, que no início era pacífica, transformou a região da Central do Brasil num palco de violência. O correspondente da DW recebeu golpes de cassetete na barriga e nas costas de um policial. Alguns dos golpes atingiram também sua câmera, que ficou danificada.

"Liberdade de imprensa é um bem importante, com o qual o Brasil também está comprometido", afirmou Limbourg na carta à embaixadora do Brasil em Berlim, Maria Luiza Viotti.

No texto, ele diz que acontecimentos como o de quinta-feira passada não estão de acordo com a boa cooperação desenvolvida até agora entre a Deutsche Welle e o Brasil.

"Por isso, gostaria de pedir enfaticamente que o seu país se esforce para que tais incidentes não mais ocorram, e que faça todo o possível para garantir a segurança de nossos correspondentes", escreveu Limbourg.

Maria Luiza Viotti respondeu, também em carta, que o governo brasileiro lamenta profundamente "o alegado episódio" com o jornalista da Deutsche Welle. De acordo com ela, será determinada a apuração rigorosa do incidente pelas autoridades competentes.

"O governo brasileiro tem presente a importância da liberdade de atuação da imprensa como princípio para o exercício pleno da democracia e oferecerá todas as garantias de segurança para o trabalho da imprensa nacional e estrangeira", escreveu Viotti.

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