Zona do euro tem mais alta taxa de desemprego em 11 anos | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 09.01.2010
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Economia

Zona do euro tem mais alta taxa de desemprego em 11 anos

Crise econômica afetou seriamente o mercado de trabalho dos 16 países da moeda comum. Em novembro, 10% da população economicamente ativa estava sem emprego na zona do euro.

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Tempos difíceis na procura por emprego

Em novembro de 2009, a taxa média de desemprego nos 16 países da zona do euro atingiu 10%, conforme anunciou o departamento europeu de estatísticas Eurostat nesta sexta-feira (08/01). Este é o valor mais alto registrado desde agosto de 1998.

Já nos 27 países-membros de toda a União Europeia (UE), a taxa aumentou de 9,4% em outubro para 9,5% em novembro. A última vez em que esteve tão alta foi em janeiro de 2000.

Segundo estimativas do Eurostat, 22,8 milhões de pessoas estavam sem trabalho em novembro na UE, dos quais 15,7 milhões na zona do euro. A Holanda é o país com a porcentagem mais baixa de desempregados (3,9% da população economicamente ativa), enquanto a cota mais alta é a da Letônia (22,3%) e da Espanha (19,4%).

Leve recuperação da economia

Em contrapartida, a economia do bloco de 27 países iniciou sua recuperação no terceiro trimestre de 2009, com um modesto crescimento de 0,4%, assinalou o departamento de estatísticas.

As exportações tiraram a Europa da recessão, num momento em que o consumo privado e os fracos investimentos das empresas frearam o crescimento econômico. No terceiro trimestre de 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) dos 27países da UE cresceu 0,3% em relação ao trimestre anterior. A Lituânia foi o país de maior crescimento (6,1%), enquanto a Espanha continua sendo o único dos grandes países da zona do euro a se manter em recessão.

A Comissão Europeia calcula uma retração de 4% na economia da zona do euro em 2009, e um crescimento de 0,7% em 2010. Para o mercado de trabalho, as estimativas são pessimistas. Segundo projeção do Eurostat, após uma leve recuperação, a cota de desemprego deverá atingir 10,5% este ano.

RW/rtr/afp/apd
Revisão: Augusto Valente

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