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Economia

Zona do euro escapa por pouco de recessão

A União Européia divulgou hoje sua nova previsão de crescimento econômico. A média será de 1,6% este ano e 1,3% no ano que vem. A Alemanha não chegará a esse nível.

A Comissão Européia conta com um crescimento médio de 1,6% na zona do euro, este ano, e de 1,3% em 2002, informou o comissário de Assuntos Monetários, Pedro Solbes, nesta quarta-feira, ao divulgar a previsão de outono, em Bruxelas. Ele corrigiu, assim, o prognóstico de março da UE, que previa uma taxa de crescimento de 2,8% este ano, após 3,4% em 2000.

Ao que tudo indica, os 12 países da zona do euro vão escapar por um triz de uma recessão. "O desaquecimento não deve ser tão forte quanto nos EUA e não haverá recessão", disse Solbes. No ano que vem espera-se uma reativação da conjuntura. Esta, porém, não será muito forte devido à desaceleração no fim do ano, fortalecida pelos ataques terroristas nos Estados Unidos e suas conseqüências. O cenário traçado pela União Européia parte do princípio de que não haverá problemas com o petróleo, nem grandes crises internacionais.

O lanterninha do crescimento - A Alemanha será o "lanterninha" da zona do euro, devendo apresentar um crescimento de apenas 0,7%, tanto em 2001 como no ano que vem. O crescimento fraco também irá se refletir no orçamento. Bruxelas conta com um déficit orçamentário de 2,5% do PIB este ano e de até 2,7% em 2002 na Alemanha. O comissário Pedro Solbes não viu motivo para chamar a atenção do governo, pois Berlim deve apresentar um novo programa de estabilidade dentro em breve, e o Acordo de Maastricht permite um déficit de até 3% do PIB.

Inflação Baixa - Bruxelas considera um bom sinal a queda atual dos preços do petróleo e da taxa de inflação. Ao mais tardar até março, o índice de inflação cairá para 2% ou até menos. Em maio, ela atingiu o auge este ano, isto é, 3,4%. Os atentados terroristas "retardaram a recuperação econômica e causaram grande incerteza," segundo Solbes. Pela primeira vez desde 1997 o desemprego deve voltar a aumentar na zona do euro. A Comissão espera 8,6% de desempregados em 2002, após 8,3%, este ano.

Leste Europeu - A situação econômica também piorou nos 13 países que pretendem ingressar na União Européia, informou ainda a comissão. Porém, as previsões não precisaram ser corrigidas para baixo na mesma maneira como nos 15 países da UE. Em média, esses países que tiveram um regime comunista irão crescer 3,1% no ano que vem. A única exceção é a Turquia, considerada candidata ao ingresso, mas que ainda não está em processo de negociações.