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Economia

Zona do euro caminha rumo a leve recuperação, aponta Comissão Europeia

Segundo prognósticos para 2012 e 2013 feitos pelo órgão executivo da UE, zona do euro caminha para uma saída da recessão, mas situação de alguns países ainda preocupa, com destaque para a Espanha.

A Comissão Europeia prevê uma contração de 0,3% da economia da zona do euro em 2012 e uma estagnação em toda a União Europeia (UE). A recuperação só virá em 2013: 1% para a região de moeda comum, e 1,3 por cento no bloco de 27 países.

Ainda segundo as previsões divulgadas nesta sexta-feira (11/05) pela Comissão Europeia, a média de desemprego em 2012 e 2013 nos 17 países do euro permanecerá no nível recorde de 11%, e de 10,3% na UE.

"A recuperação está à vista, mas a situação econômica permanece frágil, com grandes disparidades entres os Estados-membros", disse Olli Rehn, comissário europeu de Assuntos Econômicos.

Para a Alemanha, por exemplo, a previsão de crescimento econômico em 2012 é de 0,7%, enquanto para endividada Grécia espera-se um recuo de 4,7%. Rehn alerta que o crescimento médio do bloco permanecerá baixo caso a UE não continue agindo com determinação.

Quanto às finanças públicas, a Comissão Europeia prevê que os déficits fiscais continuem baixando, de 3,2% na zona do euro e de 3,6% na UE em 2012, para 2,9% e 3,3% respectivamente, no próximo ano.

Alerta para a França

Francois Hollande

Hollande: 'Previsões não afetarão promessas de campanha'

Os prognósticos da Comissão Europeia para o novo presidente francês, François Hollande, não são animadores. O déficit do país foi estimado em 4,2% do PIB para 2013, acima da meta de 3% estabelecida por Hollande. O crescimento da economia – calculado em 1,3% do PIB – também não corresponderá à projeção do líder socialista, de 1,7% para o ano que vem. A Comissão pede à França medidas de austeridade adicionais para conter a dívida.

Hollande reagiu com tranquilidade às previsões da UE. O recém-eleito presidente declarou nesta sexta-feira já saber há algumas semanas que a situação do orçamento público é pior do que a anunciada por Nicolas Sarkozy. Porém, o novo presidente disse que as projeções divulgadas pela Comissão Europeia não ameaçam suas promessas de campanha.

Tempos difíceis para a Espanha

Apesar de o governo espanhol vir aumentando os esforços no sentido de evitar que o país precise de resgates como Grécia, Portugal e Irlanda, o PIB da Espanha recuará 1,8% neste ano e diminuirá 0,3% em 2013, segundo as previsões da Comissão. A taxa de desemprego do país, por sua vez, seguirá como a mais alta da UE, em 24,4% em 2012 e 25,1% em 2013.

De acordo com tal prognóstico, a Espanha será o único país da zona do euro a permanecer em recessão em 2013. O déficit público do país foi estimado em 6,4% para 2012 – bem distante da meta do governo espanhol – e 6,3% em 2013.

Inicialmente, esperava-se que Madri conseguisse diminuir seu déficit para 4,4% neste ano. Entretanto, o primeiro-ministro, Mariano Rajoy, convenceu os parceiros da UE a elevar a meta para 5,3% depois dos 8,5% registrados em 2011.

Rehn afirmou que a Comissão tem "plena confiança na determinação do governo espanhol" para chegar à meta fiscal estabelecida. O comissário pediu por medidas decisivas para recapitalizar os bancos espanhóis e inibir o gasto excessivo nas regiões do país.

Grécia, Itália, Irlanda e Portugal

EU Währungskommissar Olli Rehn Frühjahrsprognose 2012

Rehn: 'Recuperação à vista, mas a situação econômica permanece frágil'

Após o recuo de 4,7% do PIB grego neste ano, a Comissão Europeia prevê uma estagnação do país em 2013, com um crescimento de 0%. O desemprego continuará alto, com cerca de um a cada cinco gregos, em média, sem trabalho neste e no próximo ano. A dívida do país continuará em ascensão, podendo chegar a 168% do PIB em 2013, enquanto os acordos estabelecidos pela UE preveem um teto de 60%.

Já a economia da Itália deve recuar 1,4 em 2012 e ter um leve crescimento de 0,4 em 2013. O desemprego também preocupa, previsto em mais de 9% para o biênio. "A crise da dívida na zona do euro abala a economia italiana", afirma a Comissão Europeia. Por outro lado, a Itália está no caminho certo para alcançar sua meta fiscal, diz Rehn, confirmando a recuperação do país. Com um leve crescimento de 0,4% do PIB em 2013, a Itália também diminuiria sua dívida, de 123,5% do PIB em 2012 para 121,8% em 2013.

O cenário para a endividada Irlanda é mais animador. Graças ao aumento das exportações, o país poderia evitar um retorno à recessão. As autoridades da UE contam com um crescimento econômico de 0,5% em 2012 e de 1,9% em 2013. Contudo, isso não bastaria para organizar as finanças do país. A dívida irlandesa foi estimada em 120% do PIB para 2013 – o dobro do previsto pelos acordos da UE.

Para Portugal, 2012 será um ano perdido, segundo as projeções. A economia do país ibérico deve encolher 3,3% este ano, para crescer apenas 0,3% em 2013.

LPF/afp/rtr/dapd/lusa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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