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Economia

Zona do euro aprova terceiro pacote de ajuda à Grécia

Após seis horas de reunião, ministros das Finanças dão aval a auxílio de 86 bilhões de euros a Atenas em troca de reformas. Acordo entre credores internacionais e governo grego ainda precisa da aprovação de parlamentos.

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Jeroen Dijsselbloem, chefe do Eurogrupo (esq.), e Euclid Tsakalotos, ministro das Finanças grego

Os ministros das Finanças dos 19 países da zona do euro aprovaram nesta sexta-feira (14/08) um novo pacote de ajuda à Grécia, o terceiro concedido ao país em cinco anos.

"Novos empréstimos no valor de até 86 bilhões de euros serão disponibilizados ao longo dos próximos três anos", disse a Comissão Europeia em comunicado, após seis horas de discussões sobre reformas que Atenas deve implementar em troca da ajuda.

"É claro que houve diferenças, mas conseguimos resolver as últimas questões", declarou o chefe do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, após a reunião. "Todo o intenso trabalho da última semana foi recompensado."

A decisão foi tomada pelos ministros da zona do euro depois de o

Parlamento grego aprovar o novo acordo entre Atenas e credores internacionais

na manhã desta sexta-feira, após uma noite de debates. As medidas, que incluem cortes de gastos e aumento de impostos, haviam sido

acertadas nesta terça-feira, após 23 horas de reunião

.

Depois da aprovação do Parlamento grego e dos ministros da zona do euro, o acordo entre credores e Atenas ainda precisa passar por uma série de parlamentos, incluindo o alemão, mas isso é amplamente considerado apenas uma formalidade. Alguns países, como a Finlândia, já deram aval.

Se houver a aprovação final dos parlamentos na semana que vem, uma primeira parcela de 26 bilhões, dos 86 bilhões de euros previstos, deve ser aprovada pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade na próxima quarta-feira.

Dessa primeira parcela, dez bilhões de euros serão disponibilizados para recapitalizar os bancos gregos. O restante será pago em parcelas, começando com 13 bilhões de euros no dia 20 de agosto, quando vence uma dívida de 3,3 bilhões de euros da Grécia com o Banco Central Europeu (BCE). Caso Atenas não honre o débito, o BCE pode cortar a ajuda ao país, o que poderia significar o colapso da economia grega.

"Irreversivelmente na zona do euro"

Após a decisão desta sexta-feira, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que os últimos seis meses de negociações com o governo de esquerda do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, foram difíceis e um teste de paciência. No entanto, "todos os lados respeitaram seus compromissos".

"A mensagem de hoje é clara: a Grécia é e vai permanecer irreversivelmente um membro da zona do euro", declarou Juncker.

Nesta quinta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) pressionou a Europa por um alívio da dívida grega. A instituição afirmou que só tomará uma decisão sobre conceder mais ajuda à Grécia depois que passos sejam tomados para tornar a dívida mais sustentável.

Os ministros das Finanças da zona do euro afirmaram que o Eurogrupo "está pronto para considerar, se necessário, possíveis medidas adicionais", como prazos mais longos para o pagamento de dívidas. Mas isso iria acontecer apenas em outubro, após uma avaliação para verificar se a Grécia está respeitando integralmente os termos do resgate.

LPF/ap/rtr/afp

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