Zona do euro adia decisão sobre nova parcela de ajuda à Grécia | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 04.10.2011
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Economia

Zona do euro adia decisão sobre nova parcela de ajuda à Grécia

Ministros transferem para o fim de outubro a decisão sobre o pagamento da parcela de 8 bilhões de euros para a Grécia. Especialistas necessitam de mais tempo para avaliar a situação do país.

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Juncker: troika precisa de mais tempo para avaliar a Grécia

Os ministros das Finanças da zona do euro adiaram a decisão sobre o pagamento da próxima parcela da ajuda financeira à Grécia, no valor de 8 bilhões de euros, segundo anúncio do presidente do Eurogrupo, Jean Claude-Juncker, na madrugada desta terça-feira (04/10) em Luxemburgo.

Depois de horas de debates, Juncker comunicou que o encontro dos ministros das Finanças marcado para 13 de outubro foi cancelado. Nesse encontro seria tomada uma decisão sobre a liberação do dinheiro. Segundo o premiê luxemburguês, a decisão ficou para o final de outubro. A Grécia precisa do dinheiro até novembro para conseguir pagar as suas contas.

Juncker justificou o cancelamento da reunião afirmando que, até a data programada, a chamada troika não conseguirá chegar a uma conclusão sobre a situação da Grécia. A troika é composta por especialistas do FMI, da União Europeia e do Banco Central Europeu e verifica se o governo grego está de fato cumprindo com as promessas de reformas e cortes de despesas que acompanham os empréstimos. O aval da troika é, portanto, determinante para a liberação dos próximos recursos.

Já antes do encontro, a Grécia havia anunciado que não conseguirá alcançar os resultados acertados com os credores. O governo grego espera um deficit de 8,5% do PIB em 2011. O combinado havia sido no máximo 7,4%. Para 2012, a expectativa agora é de deficit de 6,8%. Antes, era de 6,5%.

O único ponto positivo da reunião desta segunda-feira foi o fim da divergência com a Finlândia, que exigia garantias para a sua parte no empréstimo. As garantias serão dadas, mas em compensação o governo do país arcará com condições piores do que os demais credores, como, por exemplo, juros menores.

AS/afp/dpa
Revisão: Marco Sanchez 

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