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Ciência e Saúde

Zimbábue não irá processar americano que matou o leão Cecil

O dentista de Minnesota teria todas as licenças necessárias para caçar no país, dizem as autoridades. Episódio gerou indignação em todo o mundo e levou o governo a lançar medidas de repressão à caça ilegal.

O ministro do Meio Ambiente do Zimbábue, Oppah Muchinguri-Kashiri, afirmou nesta segunda-feira (12/10) que seu país não irá processar criminalmente o turista americano

Walter Palmer, que matou o famoso leão Cecil em junho.

O animal era uma das maiores atrações de um Parque Nacional no país.

Segundo o Ministério, o americano tinha todas as licenças necessárias para caçar leões no Zimbábue. "Consultamos a polícia e a Procuradoria Geral, e constatamos que Palmer veio ao país com todos os papéis em ordem", disse o ministro, afirmado que o governo irá rever a forma como as licenças são concedidas.

O dentista Walter Palmer, que coleciona troféus de caça, pagou 55 mil dólares a uma empresa local de safáris para caçar leões com arco e flecha.

Segundo representantes da organização Força-Tarefa de Preservação do Zimbábue, Palmer e seu guia local atraíram Cecil para fora dos limites do parque e o atacaram. O leão ainda conseguiu fugir, mas os dois o encontraram 40 horas mais tarde e atiraram nele com uma arma de fogo. Autoridades afirmam que o animal teve a cabeça decepada e a pele removida.

A morte do leão Cecil gerou indignação em todo o mundo e levou as autoridades locais a lançar medidas em larga escala de repressão à caça ilegal.

Palmer foi alvo de fortes críticas e protestos em frente ao seu consultório dentário em Minnesota, nos Estados Unidos. Mais tarde, ele

pediu desculpas pela morte do leão

e responsabilizou seus guias, afirmando que eles o teriam ludibriado.

O guia local Theo Bronkhurst foi acusado por não evitar a caçada ilegal que resultou na morte de Cecil. Ele foi preso e libertado sob fiança, e deverá comparecer a uma audiência em um tribunal nesta quinta-feira.

RC/afp/ap/rtr

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