″Zika é mais assustador do que se pensava″, dizem especialistas dos EUA | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 11.04.2016
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Mundo

"Zika é mais assustador do que se pensava", dizem especialistas dos EUA

Autoridades de saúde americanas alertam que riscos de propagação e impacto neurológico do vírus são maiores do que o previsto inicialmente. Vacina pode estar disponível a partir de setembro.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) alertou nesta segunda-feira (11/04) que os riscos de propagação e o impacto do vírus zika são maiores do que o inicialmente previsto.

"Tudo que nós olhamos em relação a esse vírus parece ser um pouco mais assustador do que inicialmente pensávamos", afirmou Anne Schuchat, vice-diretora do órgão.

Na Casa Branca, autoridades de saúde americanas alertaram que o vírus está presente em cerca de 30 estados do país e que o número de infecções está aumentando em Porto Rico. Os especialistas pediram que o Congresso de maioria republicana aprove fundos emergenciais de 1,9 bilhão de dólares para combater o zika.

Devido aos graves riscos, o CDC reforçou a recomendação para que gestantes não viajem ao Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos, em agosto.

"Nós também queremos que as pessoas saibam que viajar para a região pode resultar em infecções 'silenciosas' ou infecções sem sintomas, e é muito importante tomar precauções durante o sexo para não espalhar o vírus", disse.

Segundo Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, recentes pesquisas mostram que o zika é destrutivo ao cérebro de fetos e pode causar problemas neurológicos raros em adultos.

Fauci diz que são necessários mais fundos para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos e para conter a propagação da doença. Ele adiantou que uma primeira vacina contra o zika pode ser disponibilizada em setembro.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existe um consenso científico de que o zika causa microcefalia em recém-nascidos e a síndrome de Guillain-Barré.

KG/rtr/ap

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