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Alemanha

Zelando pela própria segurança

Alemães afirmam, em pesquisa, zelar por sua segurança na internet, mas poucos previnem-se contra o lixo em suas caixinhas de e-mails.

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Um dos vírus que rolam pela internet mostra a usina nuclear de Chernobil

A internet ainda não se tornou território para uma navegação segura e, como nada mudou neste sentido nos últimos tempos, os usuários alemães tomaram a iniciativa de cuidar da própria segurança na web. Esta é uma das conclusões possíveis dos resultados da pesquisa do instituto Emnid, encomendada pelo Ministério da Economia e pela AOL Deutschland e divulgada nesta terça-feira em Berlim.

Dois terços dos 499 entrevistados consideram a internet insegura e somente 20% acham que a situação vem melhorando. Quase a metade (46%) não vê mudanças neste sentido e 65% declararam já ter tido más experiências na rede mundial, principalmente com o recebimento de mensagens publicitárias e similares (28%).

"Spams enervam e são um perigo", diz Marc-Sven Kopka, da AOL, na apresentação dos resultados da pesquisa. Também já aborreceram os usuários a contaminação de seus computadores por vírus (17%) e a instalação não autorizada de discadores automáticos para números de telefone com tarifa acima da normal (13%).

Segurança é mais importante que preço

Diante deste quadro, a maior parte (80%), sobretudo das mulheres, considera hoje segurança o principal critério para a escolha de um provedor. Entre os homens (85%), no entanto, a estabilidade da conexão é mais importante. O preço vem em terceiro lugar para ambos.

Da mesma forma, os usuários avaliam como tarefa própria (46%) cuidar de sua segurança na internet, enquanto 36% acham que os provedores e 32% os responsáveis pelos sites têm esta missão. As mulheres têm opinião diferente dos homens. Para elas, usuários e sites possuem a mesma cota de responsabilidade. Na média, o governo aparece em quarto lugar, mas o sexo feminino espera mais ação por parte das entidades nacionais e internacionais afins ao tema.

Antivírus versus back ups

As medidas de segurança mais conhecidas são a realização de cópias de segurança (73%), a utilização de antivírus (71%) e a codificação de informações confidenciais (71%). A segunda opção é, entretanto, a mais utilizada (76%), segundo os usuários, seguida dos dois outros mecanismos (57%). Haveria entretanto uma diferença de hábitos conforme o sexo. De acordo com a pesquisa, os homens recorrem aos antivírus muito mais do que as mulheres, enquanto estas fazem mais back ups.

A pesquisa aponta ainda que 66% dos entrevistados não acreditam que o melhor software de segurança na internet seja capaz de substituir a competência e a sensatez de um usuário. Curioso notar também que, embora 66% considerem a web insegura, apenas 31% declararam não ficar tranqüilos ao fazer compras online e realizar homebanking. Mesmo percentual acha exagerado o medo de navegar na internet e 39% não estão dispostos a pagar mais para ter mais segurança na rede mundial.

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