Zeitgeist: As origens dos cristãos coptas | Colunas semanais da DW Brasil | DW | 12.12.2016
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Coluna

Zeitgeist: As origens dos cristãos coptas

A principal igreja cristã do Egito é também uma das mais antigas da cristandade. Apesar de serem numerosos na sociedade egípcia, os coptas reclamam de discriminação e são alvo frequentes de atentados.

Ägypten Beerdigung der Opfer des Anschlags auf eine Kirche in Kairo (picture-alliance/AP Photo/N. El-Mofty)

Funeral das vítimas de atentado contra catedral cristã copta no Cairo

A Igreja Ortodoxa Copta é uma das igrejas cristãs mais antigas do mundo e a maior do nordeste da África e também a maior do Oriente Médio. As estimativas sobre o número de adeptos variam muito. As do governo egípcio (cerca de 6 milhões no país) costumam ser bem menores do que as da própria igreja (mais de 20 milhões). Segundo o World Factbook da CIA são 18 milhões de fiéis em todo o mundo, dos quais entre 10 milhões e 14 milhões vivem no Egito.

Disputas à parte, certo é que a maior parte dos cristãos coptas vive no Egito. Copta, aliás, vem do árabe Gybti, que por sua vez vem do grego Aigyptioi, e significa justamente egípcio.

Os coptas acreditam que sua igreja foi fundada pelo evangelista Marcos em Alexandria, no ano 42. Por isso seu nome oficial é Igreja Copta Ortodoxa de Alexandria. Seu atual papa é Teodoro 2°, eleito em novembro de 2012 e o 118° patriarca de Alexandria, sucessor de Marcos, o primeiro papa.

A Igreja Ortodoxa Copta, bem como todas as igrejas ortodoxas orientais, afastou-se das demais  igrejas cristãs em 451 por causa de uma disputa teológica envolvendo a natureza humana e divina de Jesus Cristo e que teve seu ponto alto no Concílio Ecumênico de Calcedônia.

Na vida cotidiana, muito mais do que a definição da natureza de Cristo, os coptas diferem de outros cristãos por viverem num país de maioria muçulmana. Eles reclamam de discriminação dentro da sociedade egípcia - por exemplo em cargos públicos e no governo - e nos últimos anos são alvos frequentes de atentados terroristas.

Nos seus primórdios, a Igreja Copta experimentou um grande crescimento no Egito, que foi interrompido por volta do século 7 pela expansão islâmica, iniciada depois da morte do profeta Maomé. O Egito se tornou um país majoritariamente muçulmano no fim do século 12.

Entre os aspectos curiosos da Igreja Ortodoxa Copta está o uso da língua copta, uma variante da língua falada pelos antigos egípcios, em algumas liturgias. Outra curiosidade é que os coptas celebram o Natal na noite de 6 para 7 de janeiro.

A coluna Zeitgeist oferece informações de fundo com o objetivo de contextualizar temas da atualidade, permitindo ao leitor uma compreensão mais aprofundada das notícias que ele recebe no dia a dia.