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Mundo

Zé Roberto: derrotar o Real é difícil, mas não impossível

Brasileiro admite que perda seguida de dois títulos abateu moral do Leverkusen, mas jogadores estão conscientes de que título da Liga dos Campeões é a última chance de não terminar temporada de mãos vazias.

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Meia esquerda brasileiro desfalca Bayer Leverkusen na final contra o Real Madrid

Zé Roberto está triste. Não porque ele e seus companheiros do Bayer Leverkusen deixaram escapar, primeiro, o título do Campeonato Alemão, depois, o da Copa Alemanha. Está triste porque, suspenso, não poderá jogar a final da Liga dos Campeões, contra o Real Madrid, seu ex-clube, na noite desta quarta-feira, em Glasgow.

"Gostaria muito de entrar em campo, até porque o adversário é o Real. Minha passagem no clube foi muito curta. Não tive chance de mostrar lá minhas qualidades", afirmou Zé Roberto, em entrevista por telefone à Deutsche Welle. O meia esquerda foi contratado pelo clube madrileno no início de 1998, sendo vendido ao Flamengo no fim do mesmo ano, dispensado no meio da temporada européia.

O brasileiro admite que a perda dos dois títulos nacionais disputados nos últimos 10 dias abateu o moral da equipe. "O clima ficou ruim por alguns dias, mas já passou e todos estão conscientes de que temos mais um jogo importante pela frente", observou.

Real Madrid também chega à final de mãos vazias

O ex-jogador do Flamengo e da Portuguesa de Desportos reconhece que o Real Madrid, campeão da Liga em 1998 e 2000 e carrasco do Leverkusen em 2001, é o favorito para a final. "A gente tem de respeitar o passado do Real, assim como seu atual elenco de estrelas. Mas não temos por que nos acuar. Vai ser difícil, mas não é impossível vencê-los", disse o brasileiro.

De fato, apesar da falta de tradição no cenário europeu – esta foi a primeira vez que passou da primeira fase da Liga dos Campeões –, o Bayer Leverkusen não tem motivos para baixar a cabeça diante do Real. Para chegar à final, o time alemão venceu o Deportivo La Coruña (duas vezes), o Barcelona, a Juventus de Turim e o Liverpool e despachou o Manchester United com dois empates.

Além do mais, o Leverkusen não é o único que chega à final da Liga dos Campeões de mãos vazias. No ano de seu centenário, o Real Madrid terminou o Campeonato Espanhol na terceira colocação e perdeu a final da Copa do Rei para o La Coruña.

Confiança no esquema bem-sucedido do Leverkusen

Zé Roberto acrescentou que os jogadores estavam conscientes, desde o início desta seqüência de finais, da possibilidade de terminarem a temporada com até três ou mesmo nenhum troféu. Eles sabem que agora só resta uma chance, inclusive para silenciarem o apelido de "eterno vice", ganho pelo fato de o Leverkusen nunca ter conquistado um título da Bundesliga.

O meia esquerda não esconde sua sensação de que o time sentirá sua falta em campo, mas está confiante na capacidade ofensiva de seu substituto, o atacante Brdaric, que jogará recuado, na posição do brasileiro. Apenas Neuville ficará na frente. "É o mesmo esquema bem-sucedido nos demais jogos da Liga dos Campeões", explicou o brasileiro à DW.

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