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Mundo

Yazidis relatam massacre no norte do Iraque

Ao menos 80 membros da minoria religiosa teriam sido mortos por combatentes do "Estado Islâmico" na aldeia de Kocho.

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Membros da minoria religiosa yazidi em fuga por causa do avanço do "Estado Islâmico"

Um grupo de jihadistas do "Estado Islâmico" (EI) matou dezenas de pessoas, a maioria membros da minoria religiosa yazidi, na aldeia de Kocho, no norte do Iraque, disseram neste sábado (16/08) uma testemunha e autoridades curdas, que falaram em massacre.

"Temos informações de numerosas fontes na região e via serviços de informações de que, na sexta-feira à tarde, um grupo de homens armados do 'Estado Islâmico' entrou na aldeia", disse o político curdo Hoshyar Zebari, citado pela agência de notícias AFP. "Eles cometeram um massacre contra o povo. Morreram cerca de 80 pessoas", disse Zebari.

"Eles atacaram os habitantes, na sua maioria yazidis que não fugiram das suas casas", disse Zebari, referindo-se à minoria de língua curda e religião não-muçulmana que é considerada herética pelos jihadistas.

Harim Kamal Agha, um alto funcionário da União Patriótica do Curdistão (PUK) na província de Dohuk, relatou 81 mortes, além de mulheres que foram levadas para centros de detenção controlados pelo EI.

Mohsen Tawwal, um combatente yazidi, disse à AFP por telefone ter visto um grande número de corpos na aldeia. "Conseguimos entrar em alguns lugares de Kocho, onde os moradores foram sitiados, mas chegamos tarde demais. Havia corpos por toda parte. Só fui capaz de levar duas pessoas vivas, todos os outros morreram", relatou.

Desde agosto, os combatentes do "Estado Islâmico" ocuparam várias cidades e vilas yazidis e cristãs no norte do Iraque, perto da região autônoma do Curdistão iraquiano, pondo em fuga dezenas de milhares de pessoas.

AS/lusa/ap/afp

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