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Economia

WEED quer insolvência para países pobres

Organização internacional sediada na Alemanha diz que os 26 países mais pobres do mundo ainda pagam juros anuais de US$ 2 bilhões ao Banco Mundial e FMI.

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Pagamento da dívida externa impede redução da pobreza

A Iniciativa Norte-Sul WEED (Economia Mundial, Ecologia e Desenvolvimento) pede uma mudança da política do Fundo Monetário Internacional (FMI) relativa à dívida externa dos países em desenvolvimento. "Precisamos de mais dinâmica", disse a porta-voz da WEED, Kathrin Schneider, nesta sexta-feira (19), em Berlim, referindo-se à reunião do Fundo neste fim de semana em Washington.

Segundo a organização, as medidas adotadas até agora para reduzir a dívida do Terceiro Mundo ficaram muito aquém das expectativas. "A crise argentina comprova a necessidade de uma mudança fundamental de rumo", disse Schneider. Em vez conceder créditos de emergência sem grande burocracia, o FMI teria feito exigências que agravaram a situação econômica do país.

Insolvência - A WEED, com sedes em Bonn e Berlim, reiterou seu pedido de processos justos e transparentes de insolvência para países afundados em dívidas. Uma proposta semelhante também já foi apresentada pela vice-presidenta do FMI, Anne Krueger. Segundo a WEED, desde o início da iniciativa da dívida, em 1999, os 26 países mais pobres do mundo ainda teriam pago anualmente US$ 2 bilhões em juros ao Banco Mundial e FMI. "Suas dívidas deveriam ser reduzidas a ponto de sobrarem recursos para investimentos em educação, saúde e combate à pobreza", afirmou Schneider.

"É uma incoerência que a comunidade internacional queira reduzir a pobreza à medate até 2015, mas, ao mesmo tempo, os países mais pobres sejam obrigados a gastar até 40% de seu orçamento anual em serviços da dívida externa", concluiu a porta-voz da WEED.