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Mundo

Washington e Pequim discutem disputa territorial no Mar da China Meridional

Em visita à China, secretário americano de Estado pede solução diplomática para aliviar as tensões na região. Pequim, no entanto, afirma que suas atividades estão dentro das dimensões da soberania chinesa.

Durante conferência de imprensa conjunta com o ministro chinês do Exterior, Wang Yi, neste sábado (16/05), o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, pediu que Pequim interrompa as ações que visam expandir seu território no Mar da China Meridional.

A visita de dois dias de Kerry à China foi marcada pelas preocupações com a segurança, em meio ao aumento das tensões na região em razão da disputa territorial.

Pequim afirma que 90% dos 3,5 milhões de quilômetros quadrados do Mar da China Meridional pertencem ao país, enquanto as Filipinas, Taiwan, Malásia, Brunei e Vietnã também reivindicam posses do território.

Durante a conferência de imprensa, Wang respondeu a Kerry afirmando que seu país está aberto ao diálogo, mas não irá retroceder na defesa de sua soberania e integridade territorial, afirmando se tratar de uma "exigência da população ao governo e um direito legítimo" do país.

"As construções nas ilhas e corais de Nansha estão inteiramente dentro das dimensões da soberania chinesa", afirmou o ministro, utilizando o nome chinês para o arquipélago Spratly, no Mar da China Meridional.

Solução diplomática e embargo ao Irã

Wang também expressou preocupação com um possível plano americano de enviar aeronaves e navios militares ao local, para garantir a liberdade de navegação na região.

O secretário de Estado não comentou a afirmação de seu colega chinês. Washington, porém, afirmou que não questiona a questão da soberania chinesa, mas insistiu que deve haver negociações entre as partes envolvidas.

"Pedi à China, através de seu ministro do Exterior, que tome iniciativas para reduzir as tensões e aumentar a possibilidade de uma solução diplomática", afirmou Kerry.

Após a reunião a portas fechadas neste sábado entre Kerry e Wang, o secretário de Estado afirmou que os dois países estão comprometidos em finalizar um acordo para bloquear o acesso do Irã a materiais suscetíveis a sofrer fissão nuclear.

RC/afp/ap/rtr/dpa

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