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Economia

VW ultrapassa Mercedes nos caminhões

A Volkswagen conseguiu passar na frente da DaimlerChrysler na venda de caminhões no Brasil e agora lidera o mercado. A montadora com sede em Wolfsburg decidiu investir mais 400 milhões de euros em Resende até 2006.

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Titan Tractor é um dos campeões de vendas

A Volkswagen vendeu no Brasil 21 mil caminhões de 7,5 a 42 toneladas, no ano passado. O aumento foi de 15% em relação a 2002, e o faturamento passou a 600 milhões de euros, informou a montadora esta semana em Hanôver. Com isso passou a Mercedes (DaimlerChrysler, 33,4%) e agora é o novo número 1 do Brasil em matéria de caminhões pesados, com uma parcela de 34,3% do mercado.

Caminhões robustos garantem novos investimentos

Em entrevista à DW-WORLD, o diretor de utilitários da VW, Bernd Wiedemann, expôs a razão do sucesso dos modelos que a montadora fabrica em Resende desde 1996: "A concorrência também tem bons veículos, mas os nossos foram concebidos para enfrentar estradas não asfaltadas, têm uma tecnologia aperfeiçoada e voltada para veículos robustos, de fácil manutenção".

E por isso conseguiram se impor no Brasil e aumentar constantemente a venda até assumir a liderança. A fábrica de Resende vem aumentando sua produção em 10% desde 2000. As vendas aumentaram 154% desde 1997. Por isso, a matriz da Volkswagen aprovou novos investimentos de 400 milhões de euros até 2006. Os recursos serão empregados na criação e produção de novos modelos e resultarão em mais empregos em Resende.

O sistema do sucesso em Resende

Wiedemann ressaltou ainda uma outra razão para o êxito de vendas no Brasil: "Isso também se deve ao modelo especial de produção. Em Resende temos o Consórcio Modular, uma forma de produção com intensa integração dos fornecedores. Ele nos permite ter uma cadeia produtiva muito efetiva e custos fixos mais baixos, o que, a nosso ver, também é uma vantagem em termos de competitividade".

O diretor da VW não quis comparar Resende com a produção de automóveis em São Bernardo, setor no qual a Volkwagen enfrentou problemas de excesso de capacidade e queda de vendas no mercado brasileiro. O sistema de módulos de Resende dificilmente seria aplicável à produção em série de automóveis.

Exportações

Apropriados para países em desenvolvimento, os caminhões fabricados no Brasil estão sendo cada vez mais exportados a países da América do Sul, África e Oriente Médio. Em 2003, as exportações de caminhões e ônibus praticamente duplicaram para 2713 unidades. "Até pouco tempo atrás não era possível exportar utilitários do Brasil", afirmou Wiedemann, ressaltando que tudo é uma questão de competitividade.

A VW registrou um novo recorde de exportação de veículos em geral em 2003: 165 mil unidades, o que representa um aumento de 18%. O curso favorável do real e um acordo sobre automóveis entre o México e o Brasil motivou o impulso. Mas a venda total de automóveis e caminhões no mercado brasileiro caiu 14%, de cerca de 370 mil para 320 mil veículos.

Este ano, a Volks vai inaugurar uma montadora de caminhões no México. "É sempre melhor produzir no próprio local de venda, a começar por causa dos diferentes fatores da logística. Mas também traz a vantagem de que poderá haver uma certa troca de mercadorias entre o Brasil e o México", explicou o diretor da divisão de utilitários.

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