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Economia

VW: peças do Brasil para caminhões em Abu Dhabi

Maior montadora da Europa estreita cooperação com o emirado, onde serão montados veículos comerciais com peças fabricadas no Brasil. Planos prevêem a formação de um holding para incentivar indústria automobilística.

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"Lá onde hoje só existe areia do deserto, deverão ser montados já dentro de dois anos caminhões com peças produzidas no Brasil", declarou Bernd Pischetsrieder, o presidente da Volkswagen, em entrevista à DW-TV. Os planos foram selados no último fim de semana, quando Pischetsrieder visitou Abu Dhabi juntamente com o presidente do conselho de administração da empresa, Ferdinand Piëch, e o governador da Baixa Saxônia, Christian Wulff.

LKW Volkswagen

Peças fabricadas no Brasil serão montadas em Abu Dhabi

Os caminhões estarão rolando das esteiras no emirado árabe a partir de 2006, a princípio mil unidades, sendo previsto o aumento progressivo da produção para 3000 unidades.

Ampla cooperação

Num primeiro passo, a VW e altos representantes do emirado tinham acertado, no início de novembro, a criação de uma joint venture para a compra da LeasePlan Corporation, empresa holandesa de administração de frotas e leasing, com 1,2 milhões de veículos uma das maiores do mundo no setor. A montadora alemã participa com 50% do capital – um bilhão de euros – , o emirado e investidores árabes entram com participações iguais de 500 milhões de euros.

Os planos de cooperação prevêem ainda a fundação de um holding industrial, "no qual Abu Dhabi terá a maioria e nós, participação minoritária", segundo Pischetsrieder. A nova empresa deverá facilitar por meio de apoio administrativo e financeiro o estabelecimento de fornecedoras para a indústria automobilística na região. Como local foi escolhida a zona industrial de Mussafah, cidade situada a 20 minutos de carro da capital, Abu Dhabi.

Ambas as partes lucram

Galerie Bernd Pischetsrieder

Bernd Pischetsrieder, presidente da montadora

A delegação da Volkswagen foi recebida no emirado com honras de visitantes oficiais, o que não deixa de ser surpreendente. Afinal estava previsto inicialmente que Abu Dhabi entraria na empresa como acionista, com um pacote de 9,8% das ações. As negociações fracassaram em setembro, porque as duas partes não chegaram a um consenso quanto ao preço.

Mas a cooperação é desejada pelos dois lados, que lucram com ela. Os Emirados Árabes Unidos são um mercado atraente, que compra automóveis de luxo no valor de um bilhão de euros por ano. Os xeques, por sua vez, vêem na VW um parceiro importante para o desenvolvimento de sua indústria, que deve substituir no futuro o petróleo como base da economia.

"Desejamos um parceria com Abu Dhabi para diferentes projetos baseados em reciprocidade", confirmou o governador Christian Wulff à DW-TV. Em sua opinião, isto poderá ter "um efeito estabilizador sobre as relações de grandes empresas alemãs e os Emirados Árabes Unidos".

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