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Mundo

Voto de protesto favorece extrema direita

SPD e CDU temem perda de votos para o ex-partido comunista e extrema direita nas eleições estaduais da Saxônia e de Brandemburgo. Revista prevê "terremoto político"

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Outdoor da campanha eleitoral em Dresden

Com um misto de expectativa e medo, o Partido Social Democrata (SPD) e a União Democrata Cristã (CDU) esperam o resultado das eleições deste domingo (19/09) na Saxônia e em Brandemburgo. Nos dois estados da ex-Alemanha Oriental, cerca de 5,7 milhões de eleitores elegem seus deputados estaduais e governadores.

Segundo as pesquisas eleitorais, o SPD deve perder votos em grande escala, como castigo por realizar reformas impopulares na área social e no mercado de trabalho a nível nacional. Essas perdas podem não ser surpreendentes, diante do desempenho do partido nos últimos pleitos estaduais, mas são preocupantes devido a um fenômemo que já se manifestou na eleição do Sarre, há quinze dias: o fortalecimento dos partidos de extrema direita.

Voto de protesto

Os eleitores da Saxônia e de Brandemburgo mostram-se dispostos a punir os social-democratas pela sua política de reformas. No leste, a taxa de desemprego atinge o dobro no nível registrado no oeste alemão. O chanceler federal, Gerhard Schröder, enfrentou fortes protestos durante a campanha eleitoral em Leipzig.

De acordo com as pesquisas de opinião, em Brandemburgo o SPD pode sofrer perdas de 10% dos votos em relação à eleição anterior. As perspectivas não são melhores na Saxônia, onde o partido obteve 11% dos votos em 1999 – seu pior resultado em pleitos estaduais na Alemanha reunificada.

Desde 1990, a Saxônia é governada pela CDU. Trata-se da pérola do leste, com os maiores índices de crescimento econômico e a segunda menor taxa de endividamento da Alemanha. Por isso, o atual governador, Georg Milbradt, não se importa com os ataques de seus adversários. "Avançamos mais que todos os outros estados do leste e, inclusive, mais do parte do oeste alemão", diz.

Na região metropolitana de Dresden, capital do estado, beneficiada por fartos recursos da União Européia, surgiu nos últimos anos o maior centro europeu de microeletrônica, ao lado de fábricas da Volkswagen, BMW e Porsche. Apesar disso, devido à alta taxa de desemprego, a CDU treme nas bases. O Partido Democrático Socialista (PDS, ex-partido comunista) espera abocanhar um quarto dos votos. Os socialistas teriam crescido ainda mais, se o candidato a governador, Peter Porsch (de origem austríaca), não tivesse sido demitido da Universidade de Leipzig, sob suspeita de haver colaborado com a Stasi, o serviço secreto da ex-Alemanha Oriental.

Extrema direita

Além de CDU, SPD e PDS, também os Verdes e o Partido Liberal (FDP) esperam superar a barreira dos 5% em ingressar nos parlamentos estaduais. Na extrema direita, parece haver uma espécie de "divisão de tarefa". Na Saxônia, somente o Partido Nacional Democrático da Alemanha (NPD) apresentou candidatos e atinge 9% nas pesquisas eleitorais. Em Brandemburgo, a União Popular Alemã (DVU) espera manter sua presença no legislativo estadual.

Diante das esperadas perdas dos grandes partidos (SPD e CDU), a revista Der Spiegel prevê um "terremoto político". Em Brandemburgo, estado governado pela coalizão SPD-CDU, o PDS lidera em algumas pesquisas. As perspectivas de a ex-deputada federal Dagmar Enkelmann ser eleita governadora, no entanto, são mínimas, visto que dependeria de uma coalizão com o SPD. Os social-democratas, porém, tendem a manter a "grande coalizão" com os democrata-cristãos.

Decisivo para o resultado será a participação da eleição, que em 1999 foi de apenas 54% em Brandemburgo. Os pequenos partidos, entre eles os de extrema direita, podem ser os principais favorecidos pela abstenção e pelo voto de protesto.

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