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Economia

Volkswagen: pouco lucro e muitos problemas

O euro forte e o alto custo dos novos modelos atrapalharam o desempenho da VW este ano, principalmente nos EUA. Mas a montadora também enfrenta dificuldades no Brasil e até na China, onde é líder de mercado.

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Demanda exige mais uma fábrica na China

Para o presidente da maior montadora alemã, Bernd Pieschetsrieder, 2004 será um "ano de transição" nos Estados Unidos. Isso porque as novas versões do Jetta e do Passat, os modelos mais vendidos lá, só estarão disponíveis em 2005. O Passat será lançado primeiramente na Europa. O Golf, modelo importante na Europa, é insignificante na América do Norte.

O desastre americano da VW

A VW enfrenta sérios problemas nos EUA. Até setembro , suas vendas no mercado norte-americano caíram 12% para 255.700 unidades. Pior ainda foi a queda do lucro operacional de janeiro a setembro: de 1,18 bilhão de euros, ele ficou reduzido a 9 milhões de euros. A baixa cotação do dólar frente ao euro é uma das causas desse desastre.

No geral, 2003 "não correspondeu, financeiramente, nem um pouco às nossas expectativas", na amarga avaliação de Pieschetsrieder, que conta, porém, com números um pouco melhores no último trimestre. No final de outubro, a maior montadora européia já anunciara que seu lucro operacional este ano não atingiria nem a metade do valor do de 2002 (4,76 bilhões de euros). Até setembro, a queda fora de 53% (1,73 bilhão de euros). As razões: altas amortizações dos custos de desenvolvimento dos novos modelos e os efeitos cambiais negativos.

Euro e Golf - perspectivas para 2004

O presidente da VW prevê que o euro continue forte frente ao dólar também no ano que vem. Isso será um problema, pois a montadora tem garantia de câmbio para apenas 65% dos seus negócios, enquanto suas concorrentes asseguraram 90%. Mesmo assim, a Volks pretende aumentar seus lucros em 2004, quando espera deslancharem a produção e as vendas do novo Golf, - a quinta geração do seu modelo de maior sucesso. Ela foi lançada na Europa em meados de outubro, e em apenas um mês já haviam sido vendidas 60 mil unidades.

A meta é vender 135 mil até o fim do ano. Como as duas fábricas alemãs e a de Bruxelas estão produzindo atualmente 2000 unidades por dia, foram introduzidos turnos extras no fim de semana, para atender à demanda.

Crise leva a mudança na VW do Brasil

Demonstration bei VW in Brasilien

Protesto dos metalúrgicos em São Bernardo em 4 de agosto. Presidente da VW que perdeu a queda-de-braço com o sindicato, será substituído em 1º de janeiro.

Enquanto isso, no Brasil o problema é inverso. Os executivos da VW do Brasil não souberam interpretar os sinais da crise econômica nos anos 90 e ficaram com excesso de capacidade produtiva. Ela terá que ser reduzida agora, o que custa dinheiro. Por causa dos quase quatro mil empregos que não puderam ser cortados em São Bernardo e Taubaté, a montadora teve que fazer reservas de 120 milhões de euros.

A parcela da Volks no mercado brasileiro diminuiu de 30%, em 2002, para 25% aproximadamente, este ano. Tudo isso acabou custando a cabeça do presidente da VW do Brasil, o inglês Paul Fleming. Uma troca super-rápida, pois ele assumira o cargo em outubro do ano passado. Fleming será substituído por Hans-Christian Maergner, chefe da VW na África do Sul, anunciou a montadora esta semana em Wolfsburg e São Paulo.

Negócios da China e corte de investimentos

Já na China os problemas são muito diferentes. As vendas aumentaram 70% de janeiro a agosto, para 1,16 milhão de automóveis, mas isso é bem menos do que os aumentos a que a VW se acostumou naquele mercado em constante expansão. Com sua capacidade de produção esgotada, a Volkswagen perderá terreno no mercado chinês este ano. Para atender à demanda explosiva e enfrentar a concorrência, que lançou 20 modelos somente no primeiro semestre, ela quer construir uma terceira fábrica na China: um investimento de 240 milhões de euros.

A longo prazo, a Volks decidiu reduzir seus investimentos mundiais em 11% até 2008 (41,6 bilhões de euros), reagindo, assim, a críticas de que investiria excessivamente. Os custos de desenvolvimento dos novos modelos também pesaram na cota de investimentos, agora reduzida em 0,7 ponto percentual, para 6,2%.

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