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Economia

Volkswagen deve cancelar demissões em São Bernardo

O líder sindical Luiz Marinho negociou com a Volkswagen, em sua sede na Alemanha, um acordo que introduzirá a semana de quatro dias em São Bernardo de Campo.

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Luiz Marinho volta ao Brasil com nova proposta da montadora

A Volkswagen não despedirá os três mil trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo, como pretendia, segundo informações não oficiais que a agência alemã DPA obteve. Na negociação na sede da montadora, em Wolfsburg, da qual participou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, teria sido acertada a introdução da semana de quatro dias, mas com algumas modificações em relação à proposta original.

Marinho embarcou para o Brasil na noite de sexta-feira e só anunciará a resposta de Wolfsburg nesta segunda, durante a assembléia que os funcionários da Volkswagen marcaram para as primeiras horas do dia, em São Bernardo.

Das reuniões em Wolfsburg participaram o vice-presidente mundial de Recursos Humanos da VW, Peter Hartz, o presidente da Volkswagen do Brasil, Herbert Demel, assim como o sindicalista Mário Barbosa, do Conselho Mundial de Funcionários da Volkswagen.

Ainda ontem, o líder metalúrgico do ABC paulista queixava-se de que a Volks não mostrara nenhuma flexibilidade. Se na última fase das negociações no Brasil a direção da montadora se dispusera a readmitir a metade dos funcionários despedidos, em Wolfsburg os negociadores não teriam ido além disso.

Retração e dispensas - Fato é que, com a retração do mercado brasileiro e mundial, a reformulação da mais antiga unidade de produção da Volkswagen no Brasil torna-se inevitável segundo a empresa, por uma questão de sobrevivência da própria fábrica. A produção do Polo não exige mais que seis mil trabalhadores. Por outro lado, o Gol continuará sendo fabricado em São Bernardo, mas esses dois modelos não justificam um quadro de 16 mil funcionários. Em todo o Brasil a Volkswagen emprega 26 mil pessoas.

Com o desaquecimento do mercado internacional e a concorrência forçando maior competitividade, parece improvável que a Volkswagen venha a transferir a fabricação de outros modelos, como a nova versão do Polo, prevista na China, para o ABC, ou projetos que seriam realizados na unidade de São José dos Pinhais, no Paraná. A diferença de salários, importante critério de rentabilidade, é muito grande. A direção da montadora não quis comentar essas possibilidades mencionadas pelo sindicato.

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