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Alemanha

Volks anuncia revisão de investimentos para superar escândalo

Presidente da montadora afirma que mudanças para superar crise após fraude nos testes de emissões não ocorrerão "sem esforço" e prevê corte de investimentos não urgentes. Conselho de funcionários descarta demissões.

A Volkswagen enfrenta aquela que pode ser a maior crise de seus 78 anos de história, enquanto luta para reparar os danos causados pela fraude nos testes de emissões de gases poluentes de seus veículos a diesel. Em reunião com os funcionários nesta terça-feira (06/10), o novo presidente da montadora, Matthias Müller, alertou que mudanças na empresa não ocorrerão "sem esforço".

"Há soluções técnicas para o problema à vista. Entretanto, as consequências às finanças e aos negócios ainda não estão claras", disse Müller.

"Estamos revisando todos os investimentos previstos. O que não for absolutamente necessário será cortado ou adiado. Faremos, portanto, ajustes em nosso programa de eficiência. E digo abertamente: isso não ocorrerá sem sacrifícios", alertou o presidente.

A recente revelação sobre esquema de manipulação em larga escala nos testes já custou à empresa um terço de seu valor, e causou danos significativos à sua imagem em escala mundial.

Promotores públicos em diversos países lançaram investigações contra a Volkswagen, que poderá receber multas de mais de 18 bilhões de dólares apenas nos Estados Unidos.

Em carta aos parlamentares alemães publicada nesta terça-feira ano jornal alemão Handelsblatt, a Volkswagen afirma que a maioria dos 11 milhões de veículos a diesel equipados com o software que manipula os dados das emissões de poluentes – cerca de oito milhões – estão na União Europeia.

No documento, publicado um dia antes da Volkswagen fornecer ao governo alemão detalhes sobre o esquema de manipulação, a empresa diz que o escândalo resultou da "má conduta de alguns poucos indivíduos".

Empregos assegurados

Entretanto, o presidente do conselho de funcionários da Volkswagen, Bernd Osterloh, assegura que não haverá demissões. "A boa notícia, até o momento, é que não haverá consequências para os empregos", afirmou numa reunião de mais de vinte mil funcionários na sede da empresa em Wolfsburg.

"Faremos de tudo para assegurar os empregos", disse Osterloh, que representa os trabalhadores no conselho de supervisão da Volkswagen. "Juntos, iremos convencer os mercados financeiros da força da Volkswagen", afirmou, convocando trabalhadores e administradores a trabalharem juntos para superara a crise.

Ele apontou que o conselho de funcionários irá acompanhar de perto a distribuição de bônus ao quadro administrativo da empresa e ressaltou que os trabalhadores "não irão pagar a conta dos erros cometidos por um grupo de diretores".

O conselho de supervisão da Volkswagen irá se reunir nesta quarta-feira para avaliar a atual situação da empresa. É aguardada a nomeação do diretor financeiro Dieter Poetsch como o novo presidente do conselho.

RC/rtr/dpa

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