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Alemanha

Vocação divina em xeque

Determinação do Vaticano contra futuros padres homossexuais provoca a ira de grupos de defesa dos direitos humanos e partidos políticos alemães.

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Homossexualismo é contra lei da natureza, afirma Catecismo católico

A Igreja Católica Apostólica Romana não permitirá a presença de homossexuais em funções religiosas dentro da instituição. Homens com esta "inclinação" podem esquecer o chamado divino: a vocação para ser padre está fora de cogitação. O porquê? Atos de caráter homossexual são um pecado gravíssimo e contra as leis da natureza.

Tais afirmações fazem parte do documento preparado há vários anos pela Congregação para a Educação Católica e que é dirigido a bispos e aos diretores dos seminários. A aprovação pelo papa Bento 16 ocorreu no dia 31 de agosto, embora só tenha sido divulgada nesta semana.

Trata-se da "Instrução sobre os critérios de discernimento vocacional das pessoas com tendências homossexuais em vista à sua admissão no seminário e nas Ordens Sagradas", assinada pelo prefeito regional da Congregação para a Educação Católica, o cardeal Zenon Grocholewski, em 4 de novembro.

Der Vorsitzende der Deutschen Bischofskonferenz, der Mainzer Kardinal Karl Lehmann

Cardeal Karl Lehmann, da Conferência dos Bispos da Alemanha

Para os partidos Liberal, Verde e a Associação de Gays e Lésbicas na Alemanha (LSVD), o posicionamento do Vaticano é passível de duras críticas. Ao contrário, a Conferência dos Bispos da Alemanha apóia a medida.

Exceção da regra

Dessa forma, a Igreja poderia barrar a entrada "dos impuros" em seminários, que apresentem tendências homossexuais ou apóiem a cultura gay. Estão fora da lista negra do Vaticano sacerdotes na ativa. Vale apenas para seminaristas e aspirantes à vida religiosa.

Há, ainda, outra brecha na determinação. Apesar de rejeitar homossexuais e simpatizantes, candidatos ao sacerdócio que tenham abandonado as "tendências" por pelo menos três anos têm mais uma chance. Conforme o texto, "se o problema for transitório, deverá ser superado neste espaço de tempo".

Symbolbild Kirche und Homosexualität

Depois dos fiéis, a restrição a homossexuais atinge, agora, o próprio clero

O argumento para a restrição é que "tais pessoas se encontram em situação que representa um obstáculo para o relacionamento correto entre homem e mulher", explica o documento. "Essas pessoas devem ser amparadas com respeito e delicadeza, e não ser objeto de injusta discriminação", complementa o texto.

Leia a seguir: críticas à determinação do Vaticano

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