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Mundo

Vitória por pontos para Kerry

Imprensa alemã destaca as vantagens do concorrente democrata, no primeiro debate televisivo entre os dois candidatos à presidência dos EUA. Mas analistas lembram também que a Europa será mais cobrada, se Kerry vencer.

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Kerry: mais satisfeito que Bush ao fim do debate


As eleições presidenciais nos Estados Unidos ainda podem enveredar por caminhos até agora inesperados por causa das desvantagens crônicas do desafiante de George W. Bush nas pesquisas de opinião pública. Com sua atuação no primeiro debate televisivo com o presidente e candidato à reeleição, John Kerry conseguiu apresentar-se como alternativa a ser levada a sério. O democrata levou Bush à defensiva no que diz respeito ao seu tema predileto – o Iraque –, e deixou claro aos eleitores ainda indecisos que tem posições distintas das do republicano nas questões mais importantes de nossos tempos: segurança e combate ao terrorismo. Este é o cerne da análise do correspondente da Deutsche Welle em Washington, Daniel Scheschkewitz, sobre o primeiro duelo público dos dois concorrentes. "Pela primeira vez nesta campanha eleitoral, Kerry demonstrou ser mais esperto."

De volta ao páreo

George Bush und John Kerry im Fernsehen Fernsehdebatte

O primeiro debate entre os dois candidatos

Uma vasculhada nas edições online dos principais órgãos da imprensa alemã confirma o destaque para o fortalecimento do candidato democrata: "Primeiro duelo na TV é um sucesso para Kerry", intitula o Financial Times Deutschland. E o Spiegel Online, que achara inicialmente que o "desafiante desperdiçou sua chance", estampa uma análise vinda de Washington e intitulada "Kerry está de volta ao páreo". Os dois artigos reproduzem as opiniões de comentaristas norte-americanos. A manchete do conservador Die Welt afirma que "Kerry ganhou pontos". Já o jornal de internet Netzeitung opina que "Kerry pode estar em vantagem, mas o jogo ainda não foi decidido".

Mais cobranças à Europa

Daniel Scheschkewitz

Daniel Scheschkewitz, correspondente da DW em Washington

O que ficou absolutamente claro no debate é que a cobrança aos aliados europeus aumentará, se Kerry for eleito, destaca Scheschkewitz em seu já citado comentário. Confirmando posições defendidas em declarações anteriores, o democrata reivindicou para os Estados Unidos o direito de realizar guerras de prevenção. O anúncio de que, ao contrário de Bush, pretende entrar em negociações diretas com a Coréia do Norte antecipa que ele adotará uma atitude muito mais agressiva do que a do atual presidente no confronto com países com pretensões a se tornar potências nucleares.

Kerry nunca ocultou sua intenção de "internacionalizar" o conflito no Iraque, exigindo maior participação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da Europa na reconstrução do país. O fato de contar com a simpatia dos aliados e da população na Europa pode muito bem ser utilizado por ele como argumento para conseguir deles mais dinheiro e mais engajamento militar, fazendo do democrata "substancialmente um parceiro mais difícil para os europeus", argumenta Hans-Peter Riese, correspondente em Washington da emissora Hessischer Rundfunk. "Os tempos de uma parceria transatlântica baseada na reciprocidade e nos interesses comuns – em função do combate à ameaça comunista – já se foram. É o que acontece com Bush e vai valer também com um presidente Kerry."

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