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Mundo

Vitória do Brasil arranca elogios de alemães

Atuação de Ronaldinho encanta correspondentes, que consideraram expulsão no mínimo "controvertida". Imprensa aponta seleção canarinho como a grande favorita ao título.

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Os ingleses deram pouco trabalho ao goleiro Marcos

Desta vez, a imprensa alemã foi unânime. A vitória de 2 a 1 do Brasil sobre a Inglaterra, em Shizuoka (Japão), nesta sexta-feira, foi indiscutivelmente merecida. Ronaldinho foi a grande estrela da partida, e sua expulsão, um exagero do juiz mexicano Felipe Ramos Rizo. Após enfrentar seu primeiro grande adversário, a seleção canarinho tornou-se o maior favorito para o título da Copa 2002, o que desde o início vêm defendendo ex-estrelas do futebol alemão, como Paul Breitner e Franz Beckenbauer, mais recentemente.

"Pequeno Ronaldo mantém vivo o sonho brasileiro do penta" é o título do boletim da agência alemã de notícias DPA sobre o jogo. A esportiva SID não divergiu: "Brasil toma rumo do quinto título". A versão online da revista Kicker optou por "Chute artístico de Ronaldinho permite Seleção festejar". Já o jornal sensacionalista Bild preferiu enfocar na manchete de sua página na internet a inesperada incapacidade do adversário: "Inglaterra morre suavemente na Copa – Contra dez brasileiros". No site da revista Der Spiegel, a resenha do jogo foi batizada com "Brasil manda Inglaterra para casa".

O "R" do dia – Para os alemães, não houve dúvida de que Ronaldinho Gaúcho foi o destaque da partida. "Ao contrário do que previra Pelé, Ronaldo não fez a diferença, mas o pequeno Ronaldo", escreveram Reinhard Schwarz e Arne Richter na resenha da DPA. Para os dois, o primeiro gol canarinho resultou "de um solo sensacional e um passe genial" do brasileiro, enquanto o segundo – marcado pelo próprio jogador do Paris Saint Germain – nasceu de um "chute atrevido a 35 metros" de distância do gol.

Porém, mais do que ressaltar a categoria com que Ronaldinho pôs a bola no ângulo, os textos ressalvam a falha de posicionamento do goleiro Seaman, muito adiantado na hora da cobrança da falta.

Cartão vermelho e defesa – A expulsão de Ronaldinho – "a conta para uma entrada dura contra Mills" – foi, no mínimo, "controvertida", como ressaltou a DPA. Ralph Durry e Günter Bork, da SID, foram ainda mais claros ao avaliar como "exagerada" e "rigorosa demais" a decisão do juiz mexicano. A revista Kicker viu apenas "uma falta comum" no lance, o Bild considerou "maldosa" a entrada do atacante brasileiro.

Os ingleses, porém, não aproveitaram a nova situação. Pelo contrário. "O até então pálido Rivaldo cresceu claramente no espaço deixado. A expulsão não teve conseqüências, pois os ingleses não souberam tirar proveito da superioridade numérica", avaliou a DPA. A Kicker acha que os ingleses ainda tentaram, mas "se complicavam ao tentar superar a bem organizada defesa brasileira". Além disto, os craques sul-americanos dificultaram a reação inglesa com a "enorme auto-segurança" usada para "frear o ritmo do jogo" em seu final.

Para a Spiegel, "a defesa brasileira convenceu pela primeira vez nesta Copa". A única falha, de Lúcio, resultou na abertura do placar. "Após 23 minutos, a Inglaterra fez 1 a 0 praticamente do nada", relatou a Kicker. Até então, "somente em situações de bola parada haviam ocorrido lances perigosos".

Conclusões – Segundo a revista esportiva, "o Brasil mereceu passar para as semifinais não apenas por ter recuperado a vantagem inicial dos ingleses, mas também por ter agüentado muito bem 30 minutos com um jogador a menos". Já para os correspondentes da SID, foi "a vitória dos artistas do futebol sobre os artesãos da terra natal deste esporte". Apesar dos belos gols brasileiros, o autor do texto da revista Spiegel destoou ao considerar o jogo "decepcionante".

Jornal de maior circulação na Alemanha, o Bild explorou a derrota inglesa. "O que deveria ser a grande revanche britânica para o amargo 1 a 0 na Copa de 1970 no México, transformou-se num grande funeral", comenta o diário sensacionalista, que encerrou sua resenha com "sinceros pêsames".

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