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Mundo

Vitória de Nikolic cria temores de que Sérvia se distancie da UE

Para surpresa geral, o país balcânico terá um novo presidente: o líder da oposição Tomislav Nikolic. Ele derrotou o pró-europeu Boris Tadic, que concorria à reeleição.

Embora todas as pesquisas apontassem para a vitória do presidente Boris Tadic, do Partido Democrático, há anos no poder na Sérvia e de tendência pró-europeias, o líder nacionalista da oposição, Tomislav Nikolic, do Partido Sérvio do Progresso, venceu o segundo turno das eleições no país neste domingo (20/05). Foram registrados no pleito percentuais de 49,5% para Nikolic contra 47,4% para Tadic.

A participação nas eleições foi baixa, o que pode ter favorecido Nikolic. Apenas 45% dos eleitores foram às urnas. Além disso, informações extra-oficiais apontam para um total de 100 mil votos nulos. Nas eleições de 2004 e 2008, Tadic concorreu com Nikolic, tendo derrotado o adversário em ambas as vezes.

Ingresso na UE

Nikolic, visto como um político próximo à Rússia e menos simpático à União Europeia (UE), tentou acalmar os ânimos já na noite do domingo. "A Sérvia não vai se desviar do caminho europeu", afirmou o novo chefe de governo diante de seus simpatizantes.

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Ele confirmou a intenção, também defendida por Tadic, de que a Sérvia trilhe o mais rápido possível o caminho para o ingresso na União Europeia. No entanto, observadores afirmam que esse caminho não será tão fácil quanto seria sob um governo de Tadic.

Nikolic foi, de início, um crítico ferrenho da aproximação do país com o bloco europeu. Tadic, por sua vez, conseguiu fazer com que a Sérvia, isolada política e economicamente, se aproximasse da UE. Desde março deste ano, o país é candidato oficial ao ingresso no bloco.

Assuntos de ordem econômica dominaram campanha

Pela primeira vez nas últimas décadas, a campanha eleitoral na Sérvia não foi dominada pelo conflito nos Bálcãs, mas por assuntos de ordem econômica. Sob o ponto de vista econômico, o país nunca esteve tão mal desde o fim da guerra na região.

A taxa oficial de desemprego é de 24% e a esperança de que empresas europeias criassem subsidiárias no país acabou não se concretizando. Nikolic e seu partido se beneficiaram principalmente da insatisfação das camadas da população que foram mais atingidas pela crise econômica.

O governo de Tadic era bem visto no cenário internacional. Tanto os EUA quanto a UE viam nele a melhor alternativa para garantir a estabilidade política e econômica no país.

SV/dpa/dapd/rtr/afp
Revisão: Alexandre Schossler

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