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Mundo

Vitória da oposição faz Polônia se aproximar da Europa

Partido da oposição liberal comandado por Donald Tusk vence eleições parlamentares polonesas. Apesar da aprovação de autoridades alemãs, algumas divergências entre Alemanha e Polônia deverão permanecer.

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Liberal Donald Tusk deverá ser novo premiê polonês

Com mais de 41% dos votos, o partido liberal Plataforma Cívica (PO), comandado pelo líder da oposição Donald Tusk, foi o claro vencedor das eleições parlamentares polonesas do último domingo (21/10). Apurada 99% da votação, o partido nacional conservador do premiê Jaroslaw Kaczynski, Partido Lei e Justiça (PiS), alcançou somente 32,2% dos votos.

A participação de 53,8% dos eleitores foi a maior desde o fim do comunismo em 1989. Nas eleições parlamentares de dois anos atrás, a participação do eleitorado foi somente de 40%. Com o resultado, o partido de Tusk receberá 209 mandatos de um total de 460 cadeiras do Parlamento polonês. No senado, ele já tem maioria.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Franz-Walter Steinmeier (SPD), congratulou "muito cordialmente" Donald Tusk pela vitória. O presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, avaliou a vitória da Plataforma Cívica de Tusk como "um bom sinal" para a Europa. E apesar de toda reticência diplomática, a reação da chanceler federal alemã Ângela Merkel foi de muita esperança, informou o porta-voz Thomas Steg.

Merkel e Tusk

Através do porta-voz, Merkel declarou, nesta segunda-feira em Berlim, que a Alemanha teria um "enorme interesse" em um relacionamento bom e próximo com a vizinha Polônia, acrescentando que gostaria de se encontrar "o mais rápido possível" com o futuro chefe polonês de governo.

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Poloneses na Alemanha: fila para votar no consulado

Merkel e Tusk se conhecem do Partido Popular Europeu (PPE), agrupamento cristão democrata/conservador no Parlamento Europeu ao qual pertencem os partidos de Merkel (CDU) e de Tusk (PO).

O moderado partido camponês PSL, com o qual Tusk fará, possivelmente, coalizão, também é ligado ao PPE. Com 8,9% dos votos poloneses, o moderado PSL estará representado no Parlamento polonês com 31 deputados.

A aliança de centro esquerda LiD conseguiu 13,2% dos votos ou 53 mandatos. O partido dos gêmeos Kaczynski contará com 166 representantes. Os demais partidos não conseguiram o mínimo de 5% para ingressar no Parlamento. O partido da minoria alemã da Polônia, que não está sujeito à regra dos 5%, fará um deputado.

Vizinho polonês

Portugal EU Gipfel in Lissabon Polen Lech Kaczynski

Kaczynski fará oposição

A oposição liberal se esforça por uma rápida troca de governo. A coalizão deverá ser anunciada na convenção do partido, a se realizar em 10 de novembro, informou Bogdan Zdrojewski, chefe da bancada da Plataforma Cívica no Parlamento polonês. Até sair o resultado oficial da eleição, na terça-feira (23/10), Donald Tusk afirmou que não quer se comprometer com possíveis coalizões. PiS e LiD declararam, no entanto, que gostariam de fazer oposição.

Entre os planos do novo governo polonês, estão a aceleração do ingresso da Polônia na zona do euro, freado pelo governo de Kaczynski, e uma renúncia à política dos Estados Unidos no Iraque. O partido de Tusk quer pôr um fim à pouco popular intervenção polonesa ao lado das tropas norte-americanas no Iraque.

Os bloqueios da Polônia às reformas da União Européia e às conversações com a Rússia deverão pertencer ao passado. Apesar da reação positiva de autoridades alemãs ao novo governo em Varsóvia, deverão permanecer temas divergentes do governo de Kaczynski entre a Alemanha e a Polônia, como a construção do duto no Mar Báltico ligando a Rússia à Alemanha, contornando o vizinho polonês.(ca)

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