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Mundo

Vitória da direita francesa encoraja candidato alemão

O candidato a chanceler federal da Alemanha pelos partidos de centro-direita CDU e social-cristão CSU, Edmund Stoiber, viu a vitória da direita moderada na França como "um impulso inacreditável".

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Edmund Stoiber: vitória dos partidos de centro na França é um grande impulso

Stoiber disse que o desempenho do bloco de Jacques Chirac – União pela Maioria do Presidente (UMP) – no primeiro turno da eleição parlamentar no domingo (9) representa um grande estímulo para a sua aliança e que sua possível vitória seria "uma continuação do avanço dos partidos de centro na Europa".

O governador da Baviera e candidato à chefia do governo federal alemão destacou que o seu concorrente na eleição do novo Parlamento e do governo, em 22 de setembro, o atual chanceler federal, Gerhard Schröder, está ficando, lentamente, isolado na Europa. A direita venceu as últimas eleições na Áustria, Dinamarca, Itália, Holanda e França. As pesquisas sobre intenção de voto também apontam vantagem da oposição de centro-direita sobre a coalizão de governo social-democrata (SPD) e Verde na Alemanha.

Fim da coabitação – Os partidos de direita, aliados ao presidente Chirac, ganharam aproximadamente 44% dos votos no primeiro turno da eleição da nova Assembléia Nacional. A esquerda conquistou apenas 36%. As projeções para o segundo turno, a realizar-se no próximo domingo (16), prevêem uma maioria absoluta folgada para o bloco de centro-direita, que deverá conquistar de 380 a 440 dos 577 assentos na Assembléia Nacional.

Se o prognóstico se confirmar, o presidente recém-reeleito pode evitar uma nova coabitação, depois de 5 anos de convivência com um primeiro-ministro de esquerda, o socialista Lionel Jospin. Este renunciou após ser derrotado no primeiro turno da eleição presidencial, sete semanas atrás. A coalizão de esquerda, formada por socialistas, comunistas e verdes, deverá ter de 130 a 200 representantes na nova Assembléia Nacional.

Extrema-direita derrotada – Entre os grandes perdedores do pleito está o líder da Frente Nacional de extrema-direita, Jean Marie Le Pen. Com 11,5% dos votos obtidos agora, o seu partido ficou muito aquém do primeiro turno da eleição presidencial, em 21 de abril, quando Le Pen ganhou 16,9% dos votos e levou as esquerdas a apoiarem, no segundo turno, a candidatura de Chirac, à qual chamaram de "mal menor". Nas eleições parlamentares de cinco anos atrás, a Frente Nacional ganhou 15% e as esquerdas 41,5% dos votos.

Recorde de abstenção – A eleição de domingo teve um recorde histórico de abstenção. Mais de um terço dos eleitores não compareceram às urnas, o que representa aproximadamente 14 milhões de pessoas. Os partidos de esquerda têm menos de uma semana para convencer os eleitores céticos, mas os socialistas já parecem resignados. "Depois do desastre com a derrota de Jospin no primeiro turno presidencial, neste domingo aconteceu o pior que temíamos e agora já não podemos mais ganhar a eleição", comentou um jovem líder socialista.