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Mundo

Visita de Schröder sob críticas da oposição

Encontro do chefe de governo alemão com Karzai é criticada pelos oposicionistas. Schröder agradeceu a tropas alemãs pela segurança durante a votação.

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Schröder confiante na vitória de Karzai

Os laços de amizade entre a Alemanha e o Afeganistão remontam à década de 20 do século passado, quando médicos, engenheiros e professores alemães deixaram seu país para ajudar na construção de um Afeganistão moderno, implementada pelo então rei Amanullah.

Dois dias depois da primeira eleição livre neste país libertado da ditadura talibã, o chanceler federal alemão ignorou as advertências sobre os riscos à segurança e passou cinco horas no país para manifestar apoio ao presidente do governo de transição, Hamid Karzai, e agradecer às tropas alemãs ali estacionadas. A eleição foi um passo importante para a democracia e a estabilidade no Afeganistão, disse Schröder no curto encontro com Karzai em Cabul.

Críticas dos candidatos da oposição

Schröder e Karzai rejeitaram as críticas dos oposicionistas, de parcialidade do social-democrata alemão com relação ao presidente do governo de transição. "Não entendo os motivos da crítica. Já que eu estava na região, considero lógico dar uma passada no Afeganistão, para agradecer aos soldados e ajudantes civis alemães que auxiliaram nesta eleição histórica", acentuou Schröder, que disse estar certo da vitória de Karsai "já no primeiro turno".

Na opinião do candidato Abdul Latif Pedram, a Europa deveria "apoiar o processo de democratização, mas não candidatos isolados". Para Mohammed Mafouz Nedai, "está claro que a Alemanha conta com a vitória de Karzai" antes mesmo da divulgação do resultado oficial. Schröder, por seu lado, justificou que, afinal, Karzai é o presidente do país.

Também este não se preocupou com as acusações: " É um dia muito feliz para nós no Afeganistão. A acusação talvez fosse compreeensível se o chanceler federal alemão tivesse estado aqui na quinta ou sexta-feira da semana passada, e não dois dias depois do pleito", assinalou Karzai.

Irregularidades serão apuradas

As acusações de irregularidades no pleito de sábado (9/10) serão investigadas por uma comissão instituída pelas Nações Unidas, anunciou o vice-presidente da comissão de observadores, Ray Kennedy. Dezoito candidatos concorreram à presidência do país. Dois deles conclamaram os eleitores a votar em Karzai. Segundo os observadores do pleito, a participação do eleitorado surpreendeu, tendo em vista as adversidades e a insegurança, pois a eleição foi antecedida por atentados.

A divulgação do resultado oficial está marcada para 30 de outubro, mas um pesquisa do Instituto Republicano Internacional já aponta para a vitória do presidente do governo de transição. A organização independente norte-americana anunciou nesta segunda-feira (11/10) que numa enquete entre os eleitores Karzai obteve cerca de 50% dos votos. Iunus Kanuri, o segundo colocado, teve 43% dos votos, segundo a pesquisa de opinião. Em abril próximo, serão realizadas as eleições parlamentares.

Calma graças a soldados alemães, diz Schröder

Gerhard Schröder in Afghanistan Bundeswehr

Schröder agradeceu aos soldados alemães pelo trabalho no Afeganistão

Apesar de ameaças dos rebeldes, as eleições transcorreram em clima de tranqüilidade "graças à presença dos soldados alemães no país", destacou o chefe de governo alemão. Schröder elogiou o trabalho das Forças Armadas alemãs no Afeganistão e manifestou seu respeito aos soldados pelo "importante trabalho que estão fazendo".

Na visita a Camp Warehouse, onde está estacionada a maior parte do contingente alemão, o social-democrata agradeceu-lhes por a eleição ter transcorrido sem grandes problemas de segurança. "A situação é terrível no país, por isso o trabalho dos soldados ainda será necessário por algum tempo", acrescentou. Karzai agradeceu pelo que chamou de "maciça" ajuda alemã.

Desde o início de 2002, estão estacionados no Afeganistão 1850 soldados alemães, integrados na missão de paz Isaf. Sua presença foi prolongada recentemente pelo parlamento de Berlim por mais um ano. Uma semana antes da viagem de Schröder, um atentado de morteiros contra a base alemã em Cunduz havia ferido cinco soldados, três dos quais alemães. O chanceler federal alemão encerrou no Afeganistão sua viagem de uma semana ao continente asiático. Seu principal tema na Índia, no Paquistão e no Vietnã foi a ambição alemã por uma vaga permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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