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Mundo

Visita de Schröder reforça harmonia com Espanha

O chanceler federal alemão encontra-se na cidade natal do premiê espanhol José Luís Zapatero. Um encontro marcado tanto pela ampla gama de temas – de UE e EUA ao Oriente Médio – como pelo clima de boa vontade mútua.

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Zapatero (esq.) e Schröder em León

A cúpula anual teuto-espanhola iniciou-se na manhã desta segunda-feira (8/11), na cidade de León, com uma confirmação da estreita colaboração entre os dois países no tocante à política externa. Em seguida, o chanceler federal Gerhard Schröder inspecionou uma formação da Guarda de Honra ao lado do primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero.

Segundo um político espanhol, que não quis ser identificado, reina entre os dois países uma "impecável atmosfera de cooperação", em contraste com os tempos do antecessor de Zapatero, o conservador José Maria Aznar.

UE, EUA e Oriente Médio

Segundo a mesma fonte, o tema central das conversações será o orçamento da União Européia entre 2007 e 2013. Além disso, Schröder e seu homólogo discutirão a situação no Iraque e Afeganistão, a doença do líder palestino Yasser Arafat, o futuro do Oriente Médio e a reeleição do presidente norte-americano, George W. Bush. Também constam da pauta a cooperação bilateral no combate ao terrorismo, a política européia de imigração e a ainda não ratificada Carta Magna da UE.

Destas conversações em solo espanhol participam também os ministros alemães Peter Struck (Defesa), Otto Schily (Interior), Renate Künast (Agricultura) e Joschka Fischer (Relações Exteriores). Trata-se do primeiro encontro bilateral desde a vitória eleitoral de Zapatero em março de 2004. Em setembro, Schröder visitara a Espanha para conversações trilaterais envolvendo o presidente francês, Jacques Chirac.

Cenário idílico – Nesta cúpula, o social-democrata José Luís Rodriguez Zapatero "joga em casa" em mais de um sentido, pois León é sua cidade natal. No norte da região de Castilha, ela ostenta larga tradição histórica, com ruelas medievais e uma catedral imponente. Trata-se de uma das últimas estações do místico caminho de Santiago de Compostela.

Os encontros com o primeiro escalão da política alemã ocorrem entre as milenares paredes de San Marcos, antigo convento e abrigo de peregrinos e atualmente hotel de luxo com uma fachada monumental. Diante deste pano de fundo evocativo da velha Europa, o premiê espanhol espera acentuar o clima de harmonia, que faz tanto jus à sua personalidade quanto ao reaquecimento das relações Madri-Berlim.

Sob a mira dos conservadores

Bem ao contrário do último encontro bilateral, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, em fevereiro de 2003: na ocasião, as posições de Schröder e José Maria Aznar no tocante ao Iraque não poderiam ser mais díspares. Mas isso agora são águas passadas, pois, logo após ser eleito, Zapatero retirou as tropas espanholas do Iraque.

Desde o primeiro instante, o novo premiê da Espanha e líder do Partido Socialista Operário Espanhol não deixou dúvidas sobre quem desejava ter como aliado: "Meu governo tentará, e creio que conseguirá, manter excelentes relações com a França, a Alemanha e todos os países da União Européia". De fato: entre seus primeiros atos oficiais esteve a assinatura da Carta Magna da UE, que o antecessor Aznar rejeitava estritamente.

Contudo, é justamente esta harmonia que tanto alarma a oposição espanhola: o que é bom para a Europa será também bom para a Espanha? A competência política do premiê espanhol será medida por sua capacidade de, por exemplo, conseguir suficientes subvenções para seu país, mesmo após a ampliação da UE. Conservadores – como os do Partido Popular de Aznar – temem que o fraternal abraço com Chirac e Schröder acabe esmagando Zapatero.

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