Visita de Hillary Clinton traz otimismo à União Europeia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.03.2009
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Mundo

Visita de Hillary Clinton traz otimismo à União Europeia

Chefe da diplomacia dos EUA foi recebida em Bruxelas como pop star. Ela reforçou a importância das relações transatlânticas, citando pontos de interesse comum. Papel mais construtivo para a Rússia é desejo unânime.

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Secretária de Estado dos EUA e Javier Solana

A visita da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, ao Parlamento Europeu, nesta sexta-feira (06/03), foi festejada com gritos de júbilo e aplausos. Em meio ao público reunido em Bruxelas, via-se até uma camiseta com os dizeres " I love Hillary". Ela é o mais alto membro do governo em Washington a pisar o órgão legislativo europeu desde a visita do então presidente Ronald Reagan, em 1985.

A imprensa alemã chegou a falar em "bálsamo para a alma da Europa". O presidente do Parlamento, Hans-Gert Pöttering, definiu assim o clima: "Na Europa reina grande entusiasmo, a senhora e o seu presidente contam com importante bônus de confiança". Na opinião do político alemão, oferece-se ao novo governo estadunidense a possibilidade de voltar a fortalecer sua influência internacional.

A ex-primeira-dama retribuiu: na qualidade de norte-americana, o fato de 27 países com idiomas diversos formarem, juntos, uma União Europeia a enche de admiração. "A Europa é encarada hoje por muitos como um milagre. A unidade deste grandioso experimento é realmente impressionante para nós, que o temos acompanhado do outro lado do Atlântico."

Admissão de erros no clima global

Durante reunião de uma hora com estagiários de instituições europeias, Clinton enfatizou a importância da parceria transatlântica. "A Europa e os Estados Unidos possuem uma visão comum do futuro, a qual esperamos alcançar." Entretanto isto pressupõe a superação de uma série de desafios, que incluem a crise econômica, o terrorismo internacional e a disseminação das armas de destruição em massa, exemplificou, deixando claro que os EUA permanecerão um parceiro exigente.

Ela admitiu os erros da administração anterior no tocante ao aquecimento global. "Certamente os EUA têm sido negligentes em assumir suas responsabilidades. Até agora éramos o país com as mais elevadas emissões de gases-estufa. Porém agora a China nos ultrapassou." Deste modo, um novo acordo climático mundial deverá impor claras obrigações também à China, à Índia e às nações emergentes, exigiu.

Guantánamo e a Europa

Javier Solana Hillary Clinton Karel Schwarzenberg Benita Ferrero Waldner

Da esq. para a dir.: Solana, Clinton, Schwarzenberg e Ferrero-Waldner em Bruxelas

Em seguida, a secretária de Estado encontrou-se, também na capital belga, com o alto representante da UE para a Política Exterior, Javier Solana, a comissária de Assuntos Externos e Política de Vizinhança, Benita Ferrero-Waldner, e o ministro tcheco do Exterior, Karel Schwarzenberg, cujo país ocupa a presidência semestral da UE.

Da pauta do encontro constou o plano para acolhimento dos detentos de Guantánamo. "Agradeci à UE pelo fato de haver colaborado conosco no sentido de estabelecer uma estratégia para os presos." Quando forem tomadas decisões sobre Guantánamo, Washington se dirigirá a seus parceiros, inclusive aos europeus, assegurou a política norte-americana.

Schwarzenberg confirmou que no próximo dia 5 de abril o presidente dos EUA, Barack Obama, se encontrará na capital tcheca com os chefes de Estado e de governo da UE. Entre os focos do encontro estão o Afeganistão, a segurança energética, o aquecimento global e, possivelmente, também os Bálcãs.

Questões russas

Russland Außenminister Sergej Lawrow zu Georgien Abchasien und Südossetien

Ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov

Clinton e os políticos europeus concordaram em conjuntamente urgir a Rússia a representar um "papel mais construtivo" na segurança global, assim como a pressionar para que o Irã suspenda seu programa nuclear.

Ela acenou com a possibilidade de que os russos cooperem dentro do controvertido plano dos EUA de um sistema antimísseis na Europa contra eventuais ataques por parte da Coreia do Norte e do Irã. Possíveis campos de cooperação seriam a pesquisa e o desenvolvimento, e até mesmo o estacionamento conjunto de armamentos, declarou. Na noite desta sexta-feira, a secretária de Estado se encontra com seu homólogo russo, Serguei Lavrov, em Genebra.

O desarmamento nuclear será um dos temas centrais da conversa. A ambos os lados interessa um tratado que, a partir do final do ano, substitua o Start II (Strategic Arms Reduction Treaty), assinado em 1993 e que, na prática, nunca entrou em vigor.

Moscou espera uma sensível melhora nas tensas relações com os EUA, após a mudança de governo naquele país. Contudo, o Ministério russo do Exterior declarou manter "otimismo moderado" em relação ao encontro em Genebra, advertindo de expectativas exageradas.

AV/RW/dw/dpa/afp/ap/rtr

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