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Mundo

Violência continua na Síria dias antes de prazo para cessar-fogo

Secretário-geral da ONU adverte governo sírio de que prazo das Nações Unidas e da Liga Árabe não seria "desculpa para continuar a matança". Governos ocidentais e opositores do regime não acreditam em promessas de Assad.

Dezenas de pessoas morreram em nova ofensiva das tropas do regime Assad contra os principais centros dos rebeldes, informaram ativistas de direitos humanos neste sábado (07/04).

O embaixador norte-americano na Síria, Robert Ford, informara nesta sexta-feira (06/04) que forças do governo se retiraram de algumas cidades, mas mantiveram suas posições em algumas localidades ou deslocaram veículos blindados para outras regiões.

As informações de Ford baseiam-se em fotos de satélite de antes e depois do anúncio de retirada pelo governo sírio, publicadas na página do Facebook da Embaixada dos EUA – que se encontra fechada em Damasco –, declarou o embaixador.

Ainda nesta sexta-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, exigiu das lideranças em Damasco que cessem imediata e incondicionalmente as operações militares contra a população síria.

Acusações de Ban

Generalsekräter Ban Ki Moon UN in Jakarta Portrait

Ban critica severamente governo em Damasco

Apesar da promessa de Damasco de retirar até a próxima terça-feira (10/04) todos os soldados e a munição pesada dos centros habitados, a violência segue adiante de forma alarmante, disse Ban. Segundo o secretário-geral, mais de um milhão de sírios são afetados e o número de refugiados em países vizinhos é preocupante.

Em declaração publicada pelo jornal The New York Times na sexta-feira, Ban disse que o prazo apoiado pelo Conselho de Segurança até 10 de abril "não seria uma desculpa para continuar a matança".

Segundo a declaração do embaixador norte-americano, enquanto algumas tropas foram retiradas, outras foram mantidas próximas das localidades onde operam os rebeldes. As forças fiéis ao regime Assad prosseguem com as prisões, buscas e bombardeios de artilharia contra redutos da oposição, disse o embaixador.

Mais de 9 mil mortes

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Turquia se prepara para onda de refugiados sírios

Tanto os governos ocidentais quanto a oposição síria já expressaram dúvidas frente às intenções do presidente sírio, Bashar al-Assad, de pôr um fim à violência. Eles temem que o governo sírio queira simplesmente ganhar tempo com sua anuência à proposta de paz do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan. O plano de Annan prevê que as armas silenciem na Síria a partir das 6h (hora local) da próxima terça-feira – quase 13 meses após o início dos levantes.

O contrabando de armas floresceu nos 330 quilômetros de fronteiras entre a Síria e o Líbano. Nos limites pouco controlados pelos sírios, os opositores de Assad se abasteceram principalmente de armas leves.

O regime em Damasco culpa os "grupos terroristas armados", com financiamento estrangeiro, pelos levantes no país. O governo sírio afirma que os "terroristas" seriam responsáveis por 2.200 mortes. Segundo dados da ONU, desde o início dos protestos e da repressão brutal pelas forças de segurança sírias, mais de 9 mil pessoas morreram na Síria – em sua maioria, civis.

CA/dpa/dapd
Revisão: Luisa Frey

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