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Ucrânia

Vida de Rosa Zuckermann virou tema de filme

Rosa Zuckermann é a protagonista do filme "Sr. Zwilling e Sra. Zuckermann", dirigido pelo documentarista alemão Volker Koepp. Morta em 2002, sua história é relembrada pelo filho Felix.

Quando me encontrei pela primeira vez com Felix Zuckermann, nos deparamos por acaso, pouco depois, com Volker Koepp. Isso no meio da rua Olga Kobylanska, que antigamente se chamava Herrengasse, em alusão à de Viena, e hoje se tornou de novo a rua nobre de Chernivtsi (Czernowitz, em alemão). Felix Zuckermann e Volker Koepp são ligados pela amizade e por causa da história de um filme.

Herr Zwilling und Frau Zuckermann(Sr. Zwilling e Sra. Zuckermann) narra a história de dois judeus idosos de Chernivtsi, que há anos se encontravam todas as noites para falar dos tempos antigos, quando a cidade ainda era o centro da cultura judaico-alemã. E também do dia a dia na Ucrânia pós-União Soviética. Volker Koepp conta a Felix Zuckermann de seu novo projeto: ele vai de novo rodar um filme em Chernivtsi, a cidade onde Rosa Zuckermann faleceu em 2002.

Como sua mãe, Felix Zuckermann é professor de alemão em uma escola de ensino médio de Chernivtsi. Ele vive com a esposa nos arredores da cidade. Num café, Felix observa com carinho fotos de sua mãe, nascida em 1908, quando ela tinha somente 20 e poucos anos. Ainda antes da Guerra ela se casou pela primeira vez. Da união nasceu o filho Marcel.

Juntos para a morte

No dia 22 de junho de 1941, a Alemanha invadiu a União Soviética. Em função de um acordo, os nazistas entregaram a Bucovina – a região em torno de Chernivtsi – aos fascistas romenos. E eles começaram a acuar os judeus da cidade em um gueto. Em pouco tempo, havia 50 mil judeus num espaço onde antes viviam 4 mil pessoas.

Felix Zuckermann schaut Fotos an

Felix Zuckermann olha fotos da mãe

O gueto era naturalmente apenas uma estação transitória, pois dali os romenos transportavam os judeus para um campo na Transnístria – uma região localizada entre a parte sul do rio Bug e o rio Dniester. Só podiam ficar aqueles que tivessem uma carta de proteção, fossem trabalhadores especializados ou prestassem serviços relevantes de guerra.

"O marido da minha mãe tinha um desses papéis, por isso os dois puderam ficar. Mas ela não queria deixar seus pais seguirem esse caminho difícil sozinhos. Por isso foram todos juntos para a morte. Todos os parentes da minha mãe", conta Felix Zuckermann.

Os campos na Transnístria não eram nada além de campos cercados. "Lá as pessoas eram tratadas como gado. Elas não podiam sair, passavam fome e frio. Alguns moradores das redondezas davam algo para comer ou trocavam alimentos por roupas, relógios, objetos de valor. Assim alguns conseguiam sobreviver", relata Felix Zuckermann.

Chernivtsi: uma escolha

Rosa Zuckermann foi a única de sua família a sobreviver à epidemia de febre tifoide no campo. "Ela foi então levada para a cidade junto com os outros sobreviventes. Para ela, era incompreensível que todos os outros que tinham ido junto para a Transnístria não vivessem mais", diz o filho.

Em 1948, Rosa se casaria com Martin Zuckermann, o pai de Felix. Ao contrário dos parentes, eles ficaram em Chernivtsi e optaram por não emigrar para Israel ou para os EUA. Pois era na cidade que eles se sentiam em casa e onde estavam suas raízes culturais.

Rosa Zuckermann auf dem Balkon

Rosa foi fotografada e entrevistada com tanta frequência, que ela própria gostava de se denominar 'peça de museu'

Felix Zuckermann sempre sorri quando vê as fotos de sua mãe. As imagens a mostram sozinha ou com ele e seu pai. Não há nenhuma fotografia sequer da primeira família de Rosa, que morreu no campo da Transnístria. "Ela envolveu todas as fotos num pano e as levou para o túmulo. Assim foi sua vontade", conta Felix.

Autora: Birgit Görtz (sv)
Revisão: Roselaine Wandscheer

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