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Alemanha

Vice de Merkel rejeita indenização à Grécia

Sigmar Gabriel diz que pedidos de reparações referentes à Segunda Guerra Mundial não acrescentam nada ao debate sobre a estabilização econômica grega. "Um assunto não tem nada a ver com o outro", afirma.

O ministro da Economia e vice-chanceler federal da Alemanha, Sigmar Gabriel, rejeitou nesta terça-feira (07/04) o pagamento de indenização à Grécia referente à Segunda Guerra Mundial. O governo grego defende que Berlim lhe deve quase 278 bilhões de euros em reparações.

Gabriel afirmou ser uma "estupidez" relacionar os atuais problemas da crise do euro com reparações de guerra. Segundo ele, o pedido de indenização não acrescenta nada ao debate sobre a estabilização da Grécia. "Um assunto não tem nada a ver com o outro", disse.

Nesta terça-feira, o vice-ministro grego das Finanças, Dimitris Mardas, afirmou que Atenas calculou que

Alemanha deve à Grécia quase 278 bilhões de euros em reparações

referentes à Segunda Guerra Mundial. O montante incluiria cerca de 10 bilhões de euros de um empréstimo tomado pelos nazistas durante a ocupação da Grécia.

A questão da indenização por crimes de guerra ganhou força nos últimos anos com o agravamento da crise financeira da Grécia e as medidas de austeridade impostas pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em troca da concessão da ajuda financeira ao país no valor de 240 bilhões de euros.

Oposição a favor

A Alemanha rejeita o pedido grego e afirma que já cumpriu com suas obrigações, lembrando que em 1960 realizou pagamentos a Atenas como parte de um acordo estabelecido com diversos governos europeus.

A oposição alemã, no entanto, defende o pedido grego e exige, pelo menos, o pagamento do empréstimo tomado pelos nazistas. O líder da Esquerda Bernd Riexinger disse que o governo alemão deve cooperar com comissão parlamentar estabelecida por Tsipras para analisar a dívida alemã.

"A suposta amnésia histórica coletiva do governo alemão é profundamente vergonhosa", afirmou Riexinger.

O Partido Verde também exige a reparação do empréstimo forçado, mas defende que outras reivindicações devem ser decididas em comum acordo entre Grécia e Alemanha e posteriormente analisadas por tribunais internacionais.

CN/afp/dpa/rtr

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