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Mundo

Vice-chanceler alemão diz que referendo grego "faz sentido"

Sigmar Gabriel pede que líderes da UE não descartem de forma instantânea a ideia anunciada pelo premiê Alexis Tsipras e permaneçam abertos à consulta popular. Parlamento da Grécia analisa proposta.

O vice-chanceler e ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, afirmou neste sábado (27/06) que a convocação de um referendo pelo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, sobre o acordo de resgate com os credores internacionais "faz sentido".

Em entrevista à rádio alemã Deutschlandfunk, ele pediu ainda que os líderes da União Europeia não descartem de forma instantânea a ideia proposta por Tsipras e permaneçam abertos à consulta popular.

"Eu acho que seria aconselhável não rejeitar a proposta de Tsipras. Se ficar claro que o voto é sobre uma solução negociada, isso faz sentido", explicou Gabriel.

Ele disse que apoia a ideia de Tsipras desde que fique claro o que eles estão votando. "Isso faria sentido se o que a Europa está oferecendo é colocada em votação. E a Europa está oferecendo muito à Grécia", argumentou.

O ministro da Economia acrescentou, ainda, que se uma nação está disposta a receber ajuda de bilhões de euros em troca de certas reformas, faz sentido consultar se a população está disposta a fazer o esforço para implementá-las.

Parlamento grego vota proposta

O Parlamento da Grécia vota neste sábado a proposta do governo de convocar um referendo sobre as medidas propostas pelos credores em troca de ajuda financeira para Atenas.

A Constituição do país estipula que o presidente da República deve convocar formalmente um referendo após obter a maioria absoluta de 151 deputados do Parlamento.

Uma vez aprovado pelo Parlamento, o presidente deve convocar a consulta popular no prazo de dez dias, mesmo sem haver uma data explícita para a realização do referendo. Nesse caso, o presidente do Parlamento, Prokopis Pavlópulos, já recebeu um pedido do primeiro-ministro, Tsipras, para celebrar o referendo em 5 de julho.

A pergunta que deve ser respondida pelos cidadãos gregos é se eles aceitam ou não as medidas propostas pelos credores – Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) – em troca do desembolso do resgate financeiro ainda pendente.

Em quase dois séculos de existência do Estado grego foram celebrados sete referendos, todos no século 20 e com a mesma pergunta: se a Grécia deveria se tornar uma República ou Monarquia.

FC/afp/ap/rtr/efe

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