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Alemanha

Vespas invadem o verão alemão

Elas estão por todo o lugar na Alemanha. A vespa está sendo considerada a pior praga deste verão. A população teme sua picada, que pode provocar reações alérgicas.

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O inimigo urbano

Aproveitar um dia de calor para tomar um chopp ao ar livre, fazer um passeio por algum parque ou mesmo organizar um churrasquinho no jardim de casa são programas que encantam os alemães. Ou encantavam? O que antes era um prazer agora está se tornando para muitos um motivo de reflexão. Afinal, vale a pena fazer um programa desses com a companhia das terríveis vespas rondando pelo território?

As vespas nunca estiveram tão presentes no verão da Alemanha. O jornal sensacionalista Bild Zeitung chegou a exigir a formação de um comando com formação especial no uso de inseticidas para acabar com esta praga e dar sossego para a população.

A invasão urbana

Os registros de ocorrências em hospitais e ambulatórios do país atestam o problema: em Hamburgo, mais de 200 pessoas foram atendidas em apenas um final de semana. "Atendemos a pelo menos um caso grave por dia", garantiu o médico Stefan Schwartz, chefe da emergência do hospital Charité, em Berlim.

Alguns biólogos acham que há um certo exagero. Outros, entretanto, confirmam que em 2004 o número de vespas é bem maior do que nos verões anteriores. "Existem muitos vespeiros nas cidades este ano e em cada um deles outras tantas vespas", constatou Volker Mauss, especialista do Centro de Estudos sobre a Vespa.

Quantas são de fato ninguém sabe. A última contagem estatística foi feita na década de 60. Zoólogos estimam que, em Berlim, por exemplo, mais de 30% das casas possuem um ninho de vespa no telhado e cada um deles abriga cerca de 5 mil vespas.

Origem do problema

O problema teria sua origem no verão passado. Com tantos dias quentes, as vespas armazenaram mais alimento propiciando a formação de mais rainhas. Como o inverno foi relativamente ameno, as vespas conseguiram sobreviver bem e agora estão por aí a procura de mais alimento.

Ao contrário das abelhas, as vespas se alimentam de proteína animal. "Todo o dia um vespeiro consome insetos em uma quantidade que equivale a um pote de geléia cheio", disse Mauss. É claro que nas zonas urbanas outros alimentos, como restos de hambúrger ou salsicha, também atraem as vespas.

Tamanho não é documento

A população reclama também que as vespas estão mais agressivas. Também pudera, com tantos vespeiros elas têm que disputar espaço e acabam sofrendo estresse, garantiu o especialista. Isso sem contar com a própria reação das pessoas, que tentam espantar os insetos sacudindo os braços.

Nesta disputa geralmente a vespa leva a melhor que, com uma ferroada, acaba paralisando o inimigo. Seu vôo rápido e assustador costuma ser interpretado como um ataque quando na verdade é apenas seu estilo de voar. A vespa é quase cega e se orienta pelo cheiro.

Dicas

Uma vez vítima de um ataque de vespa, o melhor é observar como o corpo irá reagir. Na Alemanha, entre 1 e 5% da população apresenta alguma reação alérgica a picada do inseto. Embora o veneno seja menos tóxico que o da abelha, ele contém mais proteína, substância com alto potencial alérgico. O número de óbitos varia entre 10 e 50 por ano somente em solo alemão.

O melhor é prevenir. Não tentar travar uma "luta" contra a vespa, manter a calma e fazer movimentos suaves. Cobrir os alimentos e bebidas que estiverem sendo alvo da gula das vespas. E em caso de uma ferroada procurar ajuda médica.

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