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Alemanha

Verdes unidos em nível europeu

Num congresso de três dias em Roma, verdes de 32 países fundaram o primeiro partido europeu unitário, com campanha comum já nas eleições para o Parlamento, em junho. Figura central é o controvertido Daniel Cohn-Bendit.

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Uma partida de futebol, antes do congresso (à esq.D. Cohn-Bendit)

Os Verdes, Die Grünen, Groen!, Les Verts, Verdi: neste fim-de-semana mais de 32 partidos europeus de orientação ambientalista reuniram-se para fundar o Partido Verde Europeu (EGP). O congresso em Roma atraiu mais de mil afiliados, não só dos atuais e futuros 25 países-membros da União Européia, como da Suíça, Rússia, Ucrânia, Geórgia e Estados Unidos. Para a assinatura solene do termo de fundação, os verdes escolheram um local de peso histórico: também nos salões do Capitólio foram firmados em 25 de março de 1957 os acordos para a criação da Comunidade Européia.

"Estamos ousando algo que nenhum outro partido ousou". Na opinião de Daniel Cohn-Bendit, que representa os verdes no Parlamento Europeu, só se poderá alcançar uma verdadeira democracia no continente com a criação de partidos supranacionais. O ideal dos verdes é o dia em que se dirá "Sou europeu" e não "Sou italiano, alemão ou francês". "A longo prazo, só quem leva a Europa a sério vencerá", afirmou o porta-voz do EGP.

Novos impulsos

Espera-se que a fusão em torno do novo superpartido venha a dar novos impulsos aos grêmios nacionais. Após uma boa fase na década de 90, os verdes atravessam uma crise em diversos países. Em toda a Europa, só há quatro ministros verdes: um na Letônia e três na Alemanha. Esta última possui o maior Partido Verde do continente, com 46 mil associados. O menor fica na Estônia, contando com apenas 50 membros. Com 44 de 626 cadeiras, os Verdes formam a quinta maior bancada no Parlamento Europeu, após os democratas cristãos, social-democratas, liberais e verdes.

O EGP se apresenta no Parlamento da UE como um grupo homogêneo, com um claro perfil temático. Entre seus tópicos comuns estão, além do meio ambiente e da sustentabilidade: os direitos fundamentais, a igualdade de chances para as mulheres, a desmilitarização, a resposta européia à globalização, a questão dos regimes internacionais e a dimensão social da Europa.

As próximas eleições para o Parlamento Europeu, em 13 de junho, já terão o toque verde do EGP, com cartazes de campanha unificados para todos os países. Um deles mostra, sorridentes, os primeiros-ministros Silvio Berlusconi, da Itália, e José Maria Aznar, da Espanha, ao lado do chefe do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), Jörg Haider. Abaixo, o comentário: "A Europa merece coisa melhor".

O "Danny Vermelho"

A figura central dos verdes europeus é, sem dúvida, Daniel Cohn-Bendit. Ele nasceu em 4 de abril de 1945 no sudeste da França, filho de uma francesa e de um advogado judeu de Berlim. Apelidado "Danny Vermelho", não só por seus cabelos ruivos, ele foi o "porta-voz da revolta estudantil de 1968 na França". Sua participação no movimento custou-lhe a proibição de pisar o solo alemão durante dez anos.

Entre seus companheiros mais próximos estava o atual ministro alemão das Relações exteriores, Joschka Fischer. Nos anos de juventude, além de compartilharem uma república estudantil, os dois – atualmente respeitáveis políticos – organizaram manifestações de rua mais ou menos violentas e invadiram propriedades desocupadas, na tentativa de impor na prática a revolução social.

Apesar da passagem do tempo, Cohn-Bendit preservou um estilo espontâneo e por vezes chocante. Como durante o congresso de fundação do EGP em Roma, quando acusou Berlusconi de ser "uma piada", instando-o a doar às nações pobres os 100 milhões de euros de sua campanha eleitoral.

Segundo o político verde, foi-se a época dos grandes nomes, das personalidades: "O que conta é a idéia da Europa", afirmou. Na ocasião, Cohn-Bendit pleiteou também a modificação do Pacto de Estabilidade Econômica da UE: "Uma regra que não funciona é uma má regra".

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