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Alemanha

Verdes buscam saída da crise "pela tangente"

Líderes do Partido Verde querem desassociar a ação militar no Afeganistão do apoio à coalizão de Berlim.

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Daniel Cohn-Bendit defende um posicionamento claro do Partido Verde

Os verdes vão tentar, em sua convenção nacional no próximo fim de semana em Rostock, uma saída "pela tangente" da crise interna em que se encontra por causa do apoio da Alemanha à ação antiterror dos Estados Unidos no Afeganistão. Vários líderes estaduais do partido governista propuseram a votação separada das duas questões melindrosas: a ação militar alemã no Afeganistão e a confirmação de respaldo à coalizão governamental de Berlim. Com isto, afirmam os defensores da idéia, a base do Partido Verde poderia manifestar-se contrária à resolução aprovada no Parlamento sobre a participação de tropas alemãs na luta internacional antiterrorismo, sem ameaçar a continuidade da aliança governamental com o Partido Social Democrático (SPD).

A proposta, contudo, já foi rechaçada por políticos de renome do Partido Verde, principalmente o legendário Daniel Cohn-Bendit (que, em maio de 1968, liderou a revolta estudantil de Paris, onde estudava, ganhando então o apelido de Dany le Rouge). Segundo Cohn-Bendit, os verdes não devem julgar em Rostock as posições do SPD e sim a política do ministro das Relações Exteriores, Joschka Fischer, um dos expoentes do Partido Verde. Caso a base partidária não esteja de acordo com o ministro, tem então de comunicar ao chanceler federal, Gerhard Schröder, que Fischer não deve permanecer no cargo. Se isto ocorrer, Cohn-Bendit não excluiu para si próprio a eventual decisão de abandonar o partido.

De qualquer maneira, afirmou Daniel Cohn-Bendit numa entrevista à televisão alemã, o Partido Verde tem de demonstrar força e convicção e não se deixar mais pressionar por Schröder. Os verdes têm de parar com a constante afirmação de que "na verdade, somos contrários à medida, mas precisamos aprová-la para lograr outros objetivos", afirmou Cohn-Bendit.

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