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Alemanha

Verdes atacam plano de isolar refugiados na África

A idéia do ministro do Interior alemão de criar um campo de fugitivos na África, para impedir sua entrada na Europa, recebeu o apoio da Itália. Verdes criticam iniciativa de Schily como traição ao pacto da coalizão.

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Soldados italianos usam de violência contra imigrantes ilegais

A iniciativa ítalo-alemã de criar um campo de refugiados no Norte da África recebeu severas críticas por parte dos políticos verdes na Alemanha. "Mesmo que seja à margem da política da coalizão social-democrata e verde, vamos nos opor à tentativa de fechar os portões da Europa", declarou Angelika Beer, membro da presidência do Partido Verde, ao diário berlinense Tagesspiegel. A idéia de criar no norte da África um campo europeu para fugitivos que tentem entrar ilegalmente em território europeu havia partido do ministro do Interior alemão, Otto Schily (SPD), e recebido apoio de seu colega de pasta italiano, Giuseppe Pisanu.

Refugiados para lá do Mediterrâneo

Otto Schily

Ministro alemão do Interior, Otto Schily beija criança durante celebração dos 60 anos de um massacre nazista em Sant'Anna di Stazzema, Itália. Ao lado, seu colega de pasta italiano, Giuseppe Pisanu.

O ministro alemão do Interior, Otto Schily, e seu colega de pasta italiano, Giuseppe Pisanu, haviam anunciado que pretendem adotar medidas mais austeras em relação à entrada de imigrantes ilegais em seus respectivos países. Segundo divulgou o ministério do Interior em Berlim, os dois ministros discutiram, em encontro na Toscana, novas formas de lidar com refugiados que chegam à costa italiana e não podem ser enviados de volta a seus países de origem. "Para esse grupo de pessoas, os ministros pretendem criar uma instância européia, responsável por receber e avaliar a situação dos refugiados, porém fora das fronteiras européias", informou o Ministério em Berlim.

Schily e Pisanu pretendem apresentar um projeto para criação do campo de refugiados durante o próximo encontro do G-5 (grupo dos cinco maiores países da União Européia), a ser realizado em outubro em Florença. Jornais italianos haviam anunciado que o projeto bilateral também preveria a criação de campos para abrigo de requerentes de asilo na Líbia, com verbas européias.

Tudo sem o conhecimento dos verdes

O porta-voz do Partido Verde para política de migração no Parlamento alemão, Josef Winkler, exigiu que Schily informe os parlamentares sobre os acertos que venha a fazer no exterior. "Se ele tentar criar fatos neste sentido em nível europeu, a coalizão terá que se ocupar seriamente da questão", advertiu Winkler. O político verde acusou Schily de ter desrespeitado o consenso vigente entre social-democratas e verdes. A bancada social-democrata no Parlamento também criticou a iniciativa do ministro.

Máfia por trás da imigração ilegal

De acordo com relatórios do serviço secreto, todos os anos chegam à União Européia 1,6 milhões de imigrantes legais e 300 mil ilegais através da Itália. Os relatórios divulgados pelo jornal Welt am Sonntag aumentam a suspeita de que a imigração ilegal seja sustentada por uma rede de criminalidade organizada também envolvida com tráfico de entorpecentes e de armamentos.

Uma dasorganizações mafiosas mencionadas é a Sacra Corona Unita, sediada na Apúlia. Em segundo lugar aparece a Camorra, que mantém relações com a máfia do Maghreb, na Tunísia e no Marroco. Caserta, local de origem do clã Casalesi, da Camorra, já se tornou capital da migração ilegal na Itália. Na Sicília, a Cosa Nostra estaria cooperando com gangues do Maghreb e da Nigéria. O centro da migração ilegal na África seria Marsala, segundo o relatório divulgado pela imprensa alemã.

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  • Data 14.08.2004
  • Autoria sm
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