1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

América Latina

Venezuelanos voltam às ruas contra Maduro

Um dia após protestos terminarem com três mortes, oposição marcha novamente em Caracas para pedir eleições e destituição do presidente. ONU expressa preocupação com país.

Manifestantes marcharam novamente em Caracas

Manifestantes marcharam novamente em Caracas

Um dia após a jornada de protestosque terminou com três mortes, várias pessoas feridas e mais de 500 detidos, milhares de venezuelanos voltaram às ruas nesta quinta-feira (20/04) em Caracas para protestar contra o presidente Nicólas Maduro. A marcha foi convocada pela oposição, e novamente houve repressão policial.

A convocatória foi feita pelo ex-candidato presidencial Henrique Capriles e exige a libertação de presos políticos, a realização de eleições na Venezuela e a abertura de um canal humanitário para a entrada de alimentos e medicamentos no país.

O opositor indicou que os protestos buscam a libertação dos políticos presos e que não ocorram mais inabilitações a dirigentes políticos, como a que foi aplicada a ele mesmo. Numa controversa sentença, a Controladoria Geral da Venezuela proibiu Capriles de exercer cargos públicos por 15 anos.

No leste de Caracas, grupos de estudantes universitários,começaram a reunir-se desde as primeiras horas do dia na Praça da França, em Altamira. Os manifestantes se concentraram em outros 25 pontos da cidade, de onde marcharão em direção à Defensoria Pública, no centro da capital.

Assistir ao vídeo 01:20

As imagens do megaprotesto na Venezuela

Em alguns pontos, a Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militarizada) dispersou novamente os manifestantes com gás lacrimogêneo.

Esta é a sétima tentativa dos manifestantes de chegar à Defensoria Pública nas últimas três semanas. As outras marchas foram dispersadas por forças de seguranças antes de alcançarem o seu destino. A oposição deseja conseguir o apoio do órgão para exigir a queda de Maduro e pedir que o governo apresente um cronograma para eleições, suspenda a repressão contra as manifestações e respeite a autonomia da Assembleia Nacional, liderada pela oposição.

Assim como no dia anterior, o metrô da capital fechou 20 de suas estações no centro da cidade nesta quinta-feira. De acordo com a empresa, as estações estão fechadas "para proteger usuários, funcionários e instalações".

Onda de protestos

A onda de protestos na Venezuela resultou em ao menos oito mortes e dezenas de feridos. O primeiro ato ocorreu dias depois de o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), dominado pelo chavismo, ter decidido assumir as competências do Assembleia Nacional, de maioria opositora.

O golpe institucional foi amplamente condenado internacionalmente, e, sob pressão, o TSJ acabou revogando a decisão, o que não foi suficiente para reverter a profunda queda na popularidade de Maduro.

Os manifestantes foram às ruas pedir o afastamento dos juízes da Corte e protestar contra sentenças do TSJ que concedeu poderes especiais ao presidente e limitou a imunidade parlamentar.

A ONU expressou nesta quinta-feira preocupação com a situação na Venezuela. "Pedimos gestos concretos de ambas as partes para reduzir a polarização e criar condições necessárias para enfrentar os desafios do país em benefício do povo venezuelano", afirmou Stéphane Dujarric, porta-voz da organização.

CN/efe/lusa

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados