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América Latina

Venezuelanos protestam contra poderes especiais de Maduro

Lei aprovada na última semana concede ao presidente do país o direito de governar por decretos durante um ano. Oposição chamou população às ruas para pedir fim da chamada "Lei Habilitante".

Uma onda de manifestações tomou conta de várias cidades da Venezuela neste sábado (23/11). Milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a alta inflação, a escassez de produtos básicos e a aprovação da chamada "Lei Habilitante", que deu permissão ao presidente do país, Nicolás Maduro, a governar por decreto durante um ano, sem precisar da aprovação do Congresso.

Munidos com bandeiras da Venezuela e vestidos de amarelo, azul e vermelho, simpatizantes da oposição se reuniram nas principais cidades do país. Na capital, Caracas, o líder oposicionista Henrique Capriles exigia que a medida fosse revogada, alegando que o governo pretende, dessa maneira, "amordaçar seus críticos" antes das eleições municipais.

"Eu faço um convite a vocês que, por favor, nos deixem mudar essa situação no dia 8 de dezembro", pediu Capriles, referindo-se às eleições municipais, encaradas por observadores como um termômetro para medir a popularidade do atual governo.

Venezuela Präsident Nicolas Maduro besorgt

Falando no rádio e na TV, Maduro minimizou protestos convocados pela oposição

Reação do governo

O presidente venezuelano foi a rádio e televisão minimizar o significado dos protestos. "Antes o chamado era levar a violência nos 335 municípios do país, isso era o que eles esperavam. Mas em apenas 15 cidades grupos, que respeitamos, protestaram", disse Maduro.

O governo também denunciou um surto de violência no estado de Táchira. Segundo o governador, José Vielma, os manifestantes atacaram, com paus e pedras, um posto administrativo na cidade de San Cristóbal.

A Assembleia Nacional venezuelana aprovou a "Lei Habilitante" na última terça-feira, após Maduro alegar que precisa de maiores poderes para tirar o país da crise, por meio de uma maior regulação da economia e do combate à corrupção.

CN/rtr/dpa/afp

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